No aniversário de 10 anos da Exortação Amoris laetitia, o Papa Leão XIV anunciou a convocação dos presidentes das Conferências Episcopais para um encontro no Vaticano, em outubro de 2026. A iniciativa propõe um momento de “escuta recíproca” diante das transformações que impactam as famílias no mundo atual.
Segundo o Pontífice, o objetivo é promover um discernimento sinodal sobre a missão da Igreja junto às famílias. A reflexão será guiada pelos ensinamentos da exortação publicada pelo Papa Francisco no dia da Solenidade de São José, em 2016.
“Considerando as mudanças que continuam influenciando as famílias, decidi convocar, para outubro de 2026, os presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo, a fim de proceder, na escuta recíproca, a um discernimento sinodal sobre os passos a dar na transmissão do Evangelho às famílias de hoje, à luz da Amoris Laetitia e levando em conta o que se está realizando nas Igrejas locais.”
Na mensagem, Leão XIV recorda que a Amoris laetitia nasceu após um processo de três anos de discernimento sinodal, impulsionado pelo Ano Santo da Misericórdia.
O documento é descrito como uma proposta de esperança sobre o amor conjugal e familiar. Também reforça a necessidade de conversão pastoral da Igreja diante dos desafios atuais.
A família é apresentada como dom de Deus e espaço essencial de formação humana. No matrimônio, os cônjuges formam uma “Igreja doméstica”, com papel central na educação da fé.
O Papa destaca a continuidade entre o Concílio Vaticano II, a exortação Familiaris consortio e a Amoris laetitia.
Ele lembra que Papa Francisco reforçou a importância da escuta no processo sinodal. “Não é possível falar da família sem interpelar as famílias".
Esse princípio orienta o encontro de outubro, cuja proposta é ouvir a realidade concreta vivida nas Igrejas locais.
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Entre os pontos destacados da Amoris laetitia, Leão XIV reforça:
• A presença misericordiosa de Deus nas crises familiares
• O convite a olhar a família com o olhar de Cristo
• A valorização do amor conjugal, mesmo em suas limitações
• A urgência de fortalecer a educação dos filhos
• A necessidade de novas iniciativas pastorais
O Papa também recorda um apelo dirigido aos jovens:
“Temos também de apoiar as famílias, em particular aquelas que sofrem tantas formas de pobreza e violência presentes na sociedade contemporânea”.
Leão XIV afirma que a vida se renova no amor. Ele convida a agradecer pelas famílias que vivem a fé no cotidiano.
“A espiritualidade do amor familiar […] feita de milhares de gestos reais e concretos”.
O Pontífice reconhece o trabalho de agentes pastorais e movimentos eclesiais. Ele destaca que a pastoral familiar precisa ser fortalecida diante das rápidas mudanças culturais.
O encontro de outubro deve aprofundar esse compromisso. A meta é ajudar famílias a viver o matrimônio em Cristo e despertar nos jovens o interesse pela vocação matrimonial.
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