Por Pe. Inácio Medeiros, C.Ss.R. Em Notícias

A comunicação a serviço da evangelização

Os missionários redentoristas da Província de São Paulo chegaram ao Brasil em 1894, provenientes da Baviera, sul da Alemanha, para atenderem ao fieis que acorriam ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida. A primeira missão no Brasil foi pregada em Areias, SP; de lá para cá milhares de experiências foram se sucedendo, sempre com a preocupação de atualizar este eficiente método de pastoral extraordinária. Neste sentido, uma das grandes conquistas das Santas Missões foi a aplicação dos Meios de Comunicação à pregação missionária. 

PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS:

Nas primeiras décadas do século XX, para a pregação das Santas Missões, os missionários contavam com a própria voz. Até em praça pública as pregações muitas vezes eram feitas a viva voz, ou usando equipamentos de som bem rudimentares e primários.

Aos poucos os recursos da técnica foram sendo aplicados às Santas Missões. Na década de vinte veio os primeiros registros da missão em fotografia. Mais tarde, na década de trinta, começou a utilização de panfletos de propaganda, confecção de folhetos de cântico e oração e também a impressão de programas das atividades da missão para serem afixados nos lugares públicos. Na década de quarenta introduziu-se os amplificadores e alto falantes. E os progressos e modificações foram acontecendo sucessivamente e agora, além do púlpito, os missionários tinham à sua disposição meios eletrônicos de comunicação, ainda que bastante primitivos.


Durante décadas os alto-falantes convocavam o povo a participar das atividades das Santas Missões.

Ainda na década de cinquenta veio a utilização mais intensiva do rádio e de filmetes publicitários nos cinemas para divulgar as missões, sobretudo, quando estas aconteciam nas grandes cidades.

Hoje, graças ao avanço da tecnologia e eficácia dos meios de comunicação, a pregação missionária chega a um público cada vez mais amplo, que não seria atingido de outra forma pela mensagem evangélica. 

O bom uso do rádio, televisão, meios escritos e divulgativos, internet e suas redes sociais é condição fundamental para o sucesso da missão, enquanto processo de renovação de uma comunidade paroquial. 

OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO A SERVIÇO DO EVANGELHO:

 

As Santas Missões são um processo intenso de evangelização, com sentido comunitário. Ao longo dos quais cresce a intensidade da Ação Missionária, com a utilização dos meios de comunicação". 

As Santas Missões são um processo intenso de evangelização, com sentido comunitário. Como estão organizadas, têm a duração de aproximadamente quatro meses, ao longo dos quais cresce a intensidade da Ação Missionária, com a utilização dos meios de comunicação como meios privilegiados de evangelização. Quando os missionários acolhem o pedido para evangelizar uma paróquia ou toda uma cidade, com os preparativos das missões já se desenrola a ação nos meios de comunicação. Nos tempos atuais surgem, a cada dia, novos desafios, naquilo que o papa João Paulo II caracterizou como os “areópagos modernos” e, sem os meios de comunicação, seria impossível atingir estes novos públicos e ambientes.

Foto: reprodução.

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Esquema de Comunicação

Em geral, com variantes para cada realidade missionada, há um esquema de comunicação utilizado pelos Missionários Redentoristas nas Santas Missões Populares. Para cada paróquia ou cidade missionada se constitui uma Equipe de Comunicação Social que se encarrega de coordenar a evangelização junto aos meios de comunicação e seus profissionais. A Missão vai tendo um crescimento de acordo com as suas fases, e todo espaço conseguido nos meios de comunicação é bem aproveitado.

- Primeira fase das missões: Nesta fase a comunidade ê organizada em setores missionários e são despertados seus lideres e evangelizadores. Os meios de comunicação são aproveitados para a divulgação dos atos da missão, convocando a população a participar.

- Segunda fase das missões: No tempo chamado de Missão nas Famílias começa a fase de oração e reflexão nos Setores Missionários Os meios de comunicação são aproveitados para a formação dos coordenadores e auxiliares dos setores missionários. Em geral são dadas as explicações e as motivações para as celebrações bíblicas domiciliares. Nesta fase das missões, graças também ao trabalho de comunicação, ao menos 80% das famílias de uma comunidade são visitadas e missionadas.

- Terceira fase das missões: Com o auxilio do grupo missionário subsidiário, as comunidades vivem um Tempo Forte e Extraordinário de Evangelização, fundamental e convertedora. Nesta terceira fase todas as comunidades são visitadas e os meios de comunicação acompanham os atos das Santas Missões, divulgando, convocando a participação popular e realizando também as atividades missionárias. Junto com a divulgação é feito um trabalho de conscientização junto aos seus profissionais. Dependendo do total da população da cidade ou da comunidade que está sendo missionada e do espaço aberto nos meios de comunicação, uma equipe de redentoristas fica liberada exclusivamente para a missão nos meios de comunicação.

Nos dias da missão são realizados programas radiofônicos, televisivos, são escritas matérias para jornais, revistas e sites, e, além disso, as missões são divulgadas através de faixas, cartazes, panfletos, painéis e outdoors. As redes sociais mobilizam e incentivam a participação, sendo um meio altamente eficiente para se atingir, sobretudo, aos jovens.

Foto: reprodução. 

No site das Santas Missões a comunicação
continua ultrapassando as fronteiras,
muito acima dos telhados. 

PREOCUPAÇÃO COM A PERSEVERANÇA:

A preocupação dos Missionários Redentoristas ao pregar uma missão, não é somente criar urna grande movimentação numa cidade ou paróquia, mas ajudar na criação de urna nova postura dos cristãos, levando pela vida afora o que celebraram e fizeram acontecer nos dias da Santa Missão.

Quando começa a quarta fase das missões, a mais longa e demorada de todas, a preocupação central é com a perseverança dos frutos da missão. Para isto, a postura dos meios de comunicação também se torna de vital importância.

Numa cidade missionada nós deixamos uma proposta de criação de urna rede de comunicadores cristãos, que façam a Igreja acontecer e ser presença nos meios de comunicação. Em geral, os meios de comunicação apresentam um espaço que não era ocupado pela Igreja. Depois das missões este espaço passa a ser ocupado com mais facilidade e muitas comunidades passam a formar lideranças leigas para que assumam a Pastoral da Comunicação (PASCOM). Em algumas comunidades seus veículos de comunicação se ligam a uma rede de comunicação cristã como a Rede Católica de Rádio (RCR) ou Rede Aparecida de Comunicação.

A tendência de futuro é que as missões continuem acontecendo de forma cada vez mais intensa dos meios de comunicação, integrando todos os seus meios numa única plataforma.

Na vivência do “Ser Igreja no 3° milênio”, tempo de grandes desafios para a ação eclesial, cresce a consciência, não só entre os redentoristas, mas em toda a Igreja, de que na comunicação está uma peça fundamental no processo de ação evangelizadora da Igreja que se organiza cada vez mais numa “Rede de Comunidades”.

Confira galeria de imagens de diversas etapas missionárias e algumas formas de comunicação utilizadas: 

 

Pe. Inácio Medeiros, C.Ss.R.
Missionário Redentorista

Comunicação das Santas Missões
Equipe de Araraquara, SP

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