“Os homens são os primeiros a serem amados por Deus”, diz Santo Afonso. Entretanto, cabe a cada um de nós saber corresponder a esse amor.
Afonso acreditava — e não se cansava de acentuar — que mesmo o maior pecador deve começar sempre de novo com Deus, pois o amor de Deus não é um fenômeno abstrato, mas algo muito concreto.
Se Deus apostou tanto nos homens, não pode fazer outra coisa, senão ser misericordioso e indulgente com eles, partindo do pressuposto que os homens estejam prontos para se deixarem conduzir realmente pelo Deus misericordioso.
Ele diz que a presença de Deus é incondicional, ou seja, sua capacidade de perdão é infinita. “Deus não abandona ninguém. Portanto, quanto mais desconsolado você está, tanto mais deve se entregar em suas mãos”, dizia o santo.
Com outras palavras: “Deus não derramou de cima para baixo a abundância de seus dons para a humanidade, mas seu objetivo foi encontrar-se de frente com Ele e, com isso, mostrar que seu amor é realmente legítimo e honrado, pois o amor só pode se desenvolver em seu completo significado entre dois parceiros iguais”. Leia MaisA misericórdia na história redentoristaA Redenção em Santo Afonso e na Vida Redentorista
.:: A misericórdia e a poderosa intercessão da Virgem Maria
A citação acima é do missionário redentorista, Padre Martin Leitgob, C.Ss.R., Doutor em Teologia no livro que deu título a esta reflexão: “Afonso de Ligório: Mestre da Oração e da Misericórdia”.
Quando Deus se fez homem em Jesus Cristo, isto significa que ele deu uma dignidade extraordinária ao gênero humano. Então, o homem e a mulher não estão entregues cegamente ao pecado e à morte, mas são capazes de relacionar-se com Deus.
A publicação traz a história do santo fundador para lembrar que ele, mais do que nunca, foi alguém que desejou aproximar o homem de Deus, numa relação de amor que ajuda o homem a encontrar a sua felicidade.
Santo Afonso viveu em um contexto de crise na Igreja. O rigor moral fazia ter medo de Deus e de seu castigo aos pecados. A pastoral daquela época descuidava dos pobres. Santo Afonso, então, deixa-se tocar pelo amor misericordioso de Deus. Assume a tarefa de evangelizar os pobres e aprender com eles o caminho para Deus. Em vez do rigor, insiste na formação da consciência moral e no crescimento espiritual, guiado pela oração constante.
Esta publicação sintetiza muito bem a vida e a herança espiritual que nos deixa Santo Afonso: um programa de vida cristã, essencial e atual para nossos dias.

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