Inicialmente, Clément Villecourt foi um menino autodidata até que, com quatorze anos, ingressou em um escritório de advocacia que deixou em 1803. Depois, estudou no Liceu de Lyon a partir de 1803 e no seminário de Lyon, onde cursou teologia entre 1808 e 1811.
Ordenado sacerdote em 21 de dezembro de 1811, pela arquidiocese de Lyon, tornou-se vigário em Saint-Chamond e Roanne-em-Forez, pároco em Bagnols-en-Lyonnais, em 1815; pároco de Saint-François de Sales; capelão em vários hospitais, em 1818 até ser nomeado como diretor do seminário.
Na diocese de Meaux, no ano de 1823, foi cônego teólogo do capítulo da catedral, superior dos padres auxiliares, vigário geral, diretor do seminário maior e pregador de retiros em várias dioceses francesas. Transferido posteriormente para a Arquidiocese de Sens, no ano de 1832, ali foi também Vigário Geral em 1835 e, como tal, superior de todas as casas religiosas.
Padre Clément Villecourt foi eleito bispo de La Rochelle em 1º de fevereiro de 1836, sendo ordenado no dia 13 de março de 1836, na Catedral de Sens, por Dom Jean-Joseph-Marie-Victoire de Cosnac, Arcebispo de Sens, auxiliado por Jacques Seguin des Hons, bispo de Troyes e Roman Gallard, bispo de Meaux. Poucos anos depois, em 20 de março de 1843, foi nomeado como Assistente do Trono Pontifício.
A função de um Assistente do Trono Pontifício como os antigos Bispos Assistentes ao Sólio (ou os Príncipes Assistentes ao Soglio) era uma função cerimonial e de honra, consistindo no serviço ao Papa nas cerimônias solenes, escoltando altos dignitários, estando ao lado do trono papal e auxiliando na organização das funções da Casa Pontifícia.
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Um assistente funcionava como ligação entre o Papa e o mundo exterior ou com altas figuras. A função foi reformada pelo Papa Paulo VI através do Motu Proprio Pontificalis Domus de 28 de março de 1968, sofrendo outras alterações posteriores e hoje tem feições mais modernas como o Prefeito da Casa Pontifícia, com funções mais administrativas, dirigindo o Palácio e a agenda papal.
Em funções solenes, esses Assistentes circundam o trono do Papa, enquanto outros bispos não têm o privilégio de estar em sua imediata proximidade. No dia a dia, têm contato direto com o Papa e gozam até mesmo de sua privacidade.
No consistório de 17 de dezembro de 1855, convocado pelo Papa Pio IX, Dom Clemént Villecourt foi criado cardeal presbítero, recebendo o barrete vermelho e o título de São Pancrácio fora dos Muros (San pancrácio fuori le Mura) em 17 de dezembro de 1855. Ele renunciou então ao governo pastoral de sua diocese La Rochelle em 07 de junho de 1855, passando a residir em Roma, atuando na Cúria Romana nos serviços próprios de sua função.
Durante sua estadia em Roma, se tornou muito amigo dos Redentoristas, chegando a escrever uma biografia de Santo Afonso, publicada em Tournay, no ano de 1863.
Dom Clemént veio a faleceu em 17 de janeiro de 1867, aos 80 anos, em Roma, na igreja de São Salvador in Lauro, sendo sepultado na igreja de seu título, São Pancrácio fora dos Muros (San Pancrácio fuori le Mura).
A igreja de São Pancrácio fuori le Mura foi estabelecida como título cardinalício em 06 de julho de 1517, pelo Papa Leão X, após ter aumentado consideravelmente o número de cardeais por ocasião do consistório de 1º de julho daquele ano.
Em 28 de fevereiro de 1550, o Papa Júlio III o uniu com São Clemente, criando o título de Santos Clemente e Pancrácio, mas em 04 de dezembro de 1551, separou-os novamente, retornando à antiga nomenclatura. Entre os cardeais titulares de São Pancrácio, em Roma, três deles se tornaram papas: Paulo IV (1555-1559), Clemente VIII (1592-1605) e Inocêncio XIII (1691-1700).
A Academia Alfonsiana de Roma, que hoje conta com uma excelente biblioteca especializada em Teologia Moral, cresceu graças, sobretudo, a várias doações, entre elas a que foi feita por Dom Clément Villecourt.
O Pe. Giovanni Medico, de Turim, foi o primeiro a doar sua biblioteca pessoal à Academia Alfonsiana. Sua biblioteca, com cerca de 5 mil volumes, versava sobre temas de teologia moral, teologia dogmática e história da Igreja.
Em 1988, a "Biblioteca do Generalato dos Redentoristas", posteriormente chamada de "Biblioteca do Colégio de Santo Afonso", cujo início remonta a 1855, com a mudança da Casa Generalícia para o prédio atual, foi também confiada à Academia Afonsiana.
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Seu principal propósito, embora não sendo o único, é servir como instrumento de investigação e estudo da teologia moral tanto para professores quanto para estudantes da Academia, hoje totalmente incorporada à Pontifícia Universidade de Latrão.
A biblioteca deve suas origens à doação feita pelo Cardeal Clément Villecourt (+ 1867), grande amigo dos redentoristas e do Pe. Edouard Douglas, CSsR. Depois das doações originais, vários provinciais redentoristas como Bonn (Alemanha), Bélgica, Toronto e Áustria também fizeram importantes doações para a academia, que hoje conta com uma biblioteca que possui um acervo de mais de 165.000 volumes.
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Fonte: Instituto Histórico Redentorista
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