O Memorial Redentorista é um espaço de preservação histórica, espiritual e cultural que integra o conjunto do Convento Histórico na cidade de Aparecida (SP), ligado à missão da Congregação do Santíssimo Redentor.
No memorial é possível encontrar objetos, documentos e testemunhos que ajudam a compreender como a atuação dos Missionários Redentoristas foi decisiva para a organização da vida pastoral e para a consolidação da devoção à Padroeira do Brasil.
Ao lado está o Convento Histórico, sendo a primeira residência oficial dos Missionários Redentoristas em Aparecida e até os dias de hoje mantém essa finalidade.
Desde 1894, quando os primeiros redentoristas assumiram propagar a Copiosa Redenção em território brasileiro, eles passaram a acolher romeiros, promover a evangelização e estruturar a vida religiosa no local.
O Memorial, portanto, cumpre a missão de conservar essa herança, permitindo que visitantes entrem em contato com as raízes da história centenária da Congregação Redentorista no país.
Fachada do Memorial Redentorista, localizado ao lado da Basílica Histórica de Nossa Senhora Aparecida
Trata-se de um ambiente que une história e espiritualidade, onde a memória dos missionários redentoristas falecidos, ali preservada, também se torna convite à oração e à continuidade da missão evangelizadora.
Nesse contexto, ganha destaque a figura do Irmão redentorista como superior de comunidade, uma realidade mais recente na Igreja, fortalecida pelo pontificado do Papa Francisco.
A possibilidade de Irmãos na função de superiores de comunidades expressa uma compreensão mais ampla do serviço e da responsabilidade dentro da vida consagrada.
Para compreendermos melhor a realidade do Irmão Redentorista como superior de comunidade, o superior do Convento Histórico (Comunidade Padre Gebardo Wiggeramann) e Memorial Redentorista, Ir. Marco Lucas concedeu uma entrevista ao Portal A12, onde conta sobre suas responsabilidades e desafios da missão.
Acolhi esse convite com o espírito de alguém que deseja servir à Congregação, à Província. Saber que seria o superior deste convento, o mesmo onde os primeiros missionários redentoristas alemães acolheram a imagem de Nossa Senhora Aparecida ainda no século XIX (1894), encheu-me de alegria.
Fico pensando nos momentos de incertezas, de felicidade, de esperança, de planejamento e oração. Aliás, aqui as paredes rezam. Aceitei essa missão com a certeza de que não venho para ser servido, mas para servir a Deus, aos confrades da comunidade e a todos os romeiros que visitam o Memorial Redentorista.
Missa de posse do novo superior do Convento Histórico, Ir. Marco Lucas, C.Ss.R.
Eu distribuo as minhas atividades em três pontos: cuidar da comunidade (a vida fraterna, a oração, o acolhimento), cuidar do patrimônio (a conservação do edifício histórico, que é bem cultural e religioso) e cuidar da memória; o Memorial Redentorista precisa contar a história com verdade, acolhimento e ternura.
Os devotos amam visitar o nosso espaço. Nele repousam quase duas centenas de Redentoristas. Foram esses homens valentes que, abandonados em Cristo, rezaram, pensaram, planejaram e puseram em prática tudo o que hoje vemos em Aparecida.
Parte da nossa história, contada ou não, se encontra na materialidade da vida, que são os restos mortais. É um patrimônio da nossa história. Faz-me bem poder conhecer a história de cada confrade falecido; ao olhar para as caixinhas, rezo com eles e por eles.
É uma graça e um sinal dos tempos. O Papa Francisco fez uma alteração no Código de Direito Canônico no cânon 588, concedendo o direito de, nos Institutos e Congregações de Direito Clerical, os membros não clérigos, isto é, os irmãos consagrados, de ocuparem funções de superiores.
Ir. Marco Lucas, C.Ss.R., e o Superior Provincial da Província Nossa Senhora Aparecida, Pe. Marlos Aurélio da Silva, C.Ss.R.
O objetivo dessa novidade é valorizar a corresponsabilidade e os carismas. Para nós, redentoristas, significa que um irmão consagrado também pode colaborar com a missão a partir dessa sua disponibilidade.
Ser o segundo superior da Província Nossa Senhora Aparecida é uma responsabilidade que abraço com alegria. Mostra que o ministério de superior não é questão de poder, mas de serviço.
Aqui no Convento Histórico, isso se torna ainda mais simbólico: somos todos irmãos a serviço da Mãe Aparecida, do Venerável Padre Vítor Coelho de Almeida e de tantos confrades que nos precederam.
Daqui partiu a devoção à Mãe Aparecida. Hoje, mesmo com a sede provincial em São Paulo, capital, o Convento Histórico continua sendo a memória viva das nossas raízes.
É onde formamos nossos jovens em tempos passados, onde se escreveram páginas importantes da história da Igreja no Brasil, onde foram rabiscadas as primeiras linhas do grande projeto que é a construção do Santuário Nacional.
Comunidade do Convento Histórico de Aparecida (SP)
A missão é contar e preservar a história da presença redentorista em Aparecida, desde a chegada dos missionários até os dias atuais. Mas não como um museu frio.
O Memorial quer mostrar como a Congregação do Santíssimo Redentor ajudou a construir o Santuário Nacional, a tornar Nossa Senhora Aparecida a padroeira do Brasil, a acolher os devotos e a espalhar a devoção a Nossa Senhora
É um espaço de memória agradecida e de inspiração para quem quer seguir Jesus Cristo com o entusiasmo de Santo Afonso.
Porque o romeiro que vem a Aparecida encontra aqui a alma que gerou o acolhimento. Antes das grandes basílicas, foram os padres e irmãos redentoristas que, neste convento, recebiam os devotos, batizavam, ouviam confissões e organizavam as primeiras romarias.
Visitar o Memorial é entender como a fé simples se tornou devoção nacional. Além disso, muitos objetos, imagens e documentos contam histórias emocionantes que aproximam o visitante da própria história da sua fé.
É uma oportunidade belíssima para visitar o venerável Padre Vítor Coelho, que se encontra em processo de beatificação, e rezar diante dos restos mortais de tantos outros redentoristas, conhecidos ou não, mas que perseveraram até o fim de seus dias aqui na terra.
Venerável Pe. Vítor Coelho de Almeida ganha destaque no Memorial Redentorista
Tem sido muito emocionante. Muitos saem daqui com lágrimas nos olhos, especialmente os mais idosos, que se lembram dos pais ou avós que vinham a Aparecida quando havia só a Basílica Histórica. Outros relatam histórias com o Padre Vitor Coelho e outros redentoristas.
Jovens também se surpreendem. Um dia desses um jovem me disse: “Não sabia que os padres e irmãos consolidaram toda essa grande e relevante missão”. O que mais ouvimos é: “Aqui respira história e oração ao mesmo tempo”.
Isso nos confirma que o Memorial não é um lugar de coisas antigas, mas de fé viva. E agradecemos a Deus por cada romeiro que passa por aqui.
.:: Saiba como chegar ao Memorial Redentorista em Aparecida (SP) ::.
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