Por Elisangela Cavalheiro Em Redentoristas

De pai para filha: a história de santidade de dois servos de Deus

Francisco Barrecheguren e Conchita Barrecheguren Garcia, pai e filha, caminham em direção à canonização. O pai, um Missionário Redentorista teve seu processo diocesano aberto e encaminhado para o Vaticano em 2001. Já para a filha, foi atribuído recentemente um possível milagre e a Diocese de Orihuela, na Espanha, decidiu abrir um processo canônico para avaliar a cura inexplicável.

Padre Barrechegurem e Conchita Barrecheguren

Uma história de santidade que passou de pai para filha

Com esse e inúmeros testemunhos de santos de uma mesma família comprende-se porque a instituição familiar é um projeto que Deus quis desde a Criação do mundo. É no testemunho de pais para filhos, da vivência do amor entre si, da conjugação do seu cotidiano nas alegrias e nas tristezas que a santidade encontra lugar. 

Padre Francisco Barrecheguren e Conchita Barrecheguren Garcia são um exemplo, entre tantos, em um mundo que necessita de luzes para a vida em família. 

conchita_barrechegurenA serva de Deus, Maria da Conceição Garcia – Conchita Barrecheguren Garcia, nasceu em Granada aos 27 de novembro de 1905. Foi batizada aos 8 de dezembro do mesmo ano e recebeu o nome de Maria da Conceição do Perpétuo Socorro. O pai cuidou pessoalmente de sua formação cultural e religiosa, preparando-a para receber os sacramentos. Conchita sofreu desde a tenra infância com uma doença no aparelho digestivo. Em 1926, depois de uma peregrinação à Lisieux, decidiu consagrar-se ao Senhor e nesse período apareceram sintomas de tuberculose que a deixaram enferma até o fim de seus dias. Morreu serenamente nas primeiras horas do dia 13 de maio de 1927, assistida pelos pais e pelo bem-aventurado padre Juliano Pozo, mártir redentorista, que a havia sustentado espiritualmente nos últimos dias. 

francisco_barrecheguren_aO pai, Francisco Barrecheguren (1881-1957), nasceu no dia 21 de agosto de 1881. Casou-se em 1904 com Concha García Calvo e com ela teve a sua única filha. Francisco sofreu sua primeira grande perda, em 1927 com a morte da filha Conchita, aos 22 anos. O povo dizia que Conchita foi santa porque teve um pai santo. Em 1937, Francisco viveu novamente a dor da perda com a morte de sua esposa. Anos mais tarde, sentiu-se chamado ao sacerdócio e entrou na Congregação Redentorista, em 1947. Foi ordenado padre em 1949. Viveu serenamente o seu ministério e cuidando da documentação da causa de beatificação de sua filha. Faleceu em 1957, aos 76 anos. 

Rumo ao altar

O processo de Conchita foi aberto em 1938, onze anos depois de sua morte. Já o processo do pai teve início em 1993. O próprio pai cuidou do processo da filha em vida. 

A causa de canonização do pai e da filha estão sob os cuidados da Congregação do Santíssimo Redentor, sendo responsável o padre Antonio Marazzo, postulador geral. 

Um site mantém informações históricas, fotos e notícias atualizadas sobre a causa de canonização destes dois servos de Deus espanhois: www.barrecheguren.com

"Que proveito vamos tirar de ter agido de acordo com a nossa própria vontade e capricho? Por acaso, agradaria a seu mestre o servo que se empenhasse em fazer as coisas apenas como ele bem entendesse e não como seu mestre ordenou? Certamente não! Pois assim, nós não agradaremos a Deus se não cumprirmos a Sua vontade", Conchita Barrecheguren. 

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