O Tríduo Pascal teve continuidade no dia 4 de abril, com a Vigília Pascal no Santuário Nacional, em Aparecida (SP). Considerada a “mãe de todas as vigílias”, a celebração reúne quatro grandes momentos: Liturgia da Luz, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística.
A celebração foi presidida por Dom Orlando Brandes, administrador apostólico da Arquidiocese de Aparecida, concelebrada por missionários redentoristas e padres da Arquidiocese de Aparecida.
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A Vigília teve início na área externa do Santuário, no Memorial dos Construtores, com a bênção do fogo novo. O gesto simboliza Cristo ressuscitado, luz que vence as trevas.
Em seguida, o Círio Pascal foi apresentado a Dom Orlando, que traçou sobre ele o sinal da cruz e proclamou:
“Cristo, ontem e hoje; Princípio e Fim; Alfa e Ômega; A ele o tempo e a eternidade; a glória e o poder pelos séculos sem fim. Por suas santas chagas, suas chagas gloriosas, o Cristo Senhor nos proteja e nos guarde. Amém”.
Com a Basílica em completa escuridão, teve início a procissão até o Altar Central. As velas foram acesas a partir do fogo novo. Ao erguer o Círio, proclamou-se: “Eis a Luz de Cristo”, e os fiéis responderam: “Demos graças a Deus”.
O canto do “Exulte” ecoou na Basílica, enquanto a assembleia rezava:
“Ó noite de alegria verdadeira, que uniu de novo o céu e a terra inteira”.
Após a Liturgia da Luz, iniciou-se a Liturgia da Palavra, com leituras que percorrem a história da salvação. Foram proclamados trechos do livro do Gênesis (Gn 1,1–2,2; Gn 22,1-2.9a.10-13.15-18), do Êxodo (Êx 14,15–15,1) e da Carta aos Romanos (Rm 6,3-11), além dos respectivos salmos.
Antes da proclamação do Evangelho (Mt 28,1-10), o Hino de Louvor foi entoado. Os sinos do Campanário tocaram e as luzes foram acesas, marcando o anúncio da Ressurreição.
Na homilia, Dom Orlando Brandes iniciou saudando os fiéis e convidando todos a partilharem a alegria da noite santa: “Feliz Páscoa”.
Em seguida, dirigiu-se ao novo arcebispo de Aparecida:
“Quero desejar feliz páscoa para Dom Mário Antonio, nosso novo arcebispo, que ele seja a presença de Jesus Ressuscitado em nosso meio”.
Dom Orlando ressaltou que a Ressurreição é o centro da fé cristã e recordou que se trata de um acontecimento único:
“O que fazer diante desse fato inaudito, único, original, que nenhuma outra religião acredita? Somente nós cristãos acreditamos na Ressurreição. Muita gente para responder o que acontece depois da morte crê na reencarnação e não são poucos. [...] Outros, pior ainda, dizem ‘tudo acaba, vamos aproveitar o quanto pudermos porque tudo acaba’, é o nada, é o absurdo, é o vazio. Sem a Ressurreição nada é firme, porque Ressurreição é a vitória da vida”.
O arcebispo também enfatizou a profissão de fé que brota do coração do cristão:
“Eu creio no meu coração e confesso com os meus lábios que Jesus ressuscitou, então eu serei salvo, nós seremos salvos. A fé na ressurreição não é muito fácil, porque até os discípulos duvidaram apesar de tanto aviso de Jesus, então é algo inédito, não pode ser uma fé medíocre, deve ser uma fé muito profunda que marca a nossa vida: creio na ressurreição da minha carne também, porque a carne de Jesus ressuscitou”.
Ao falar da esperança futura e do compromisso presente, afirmou:
“O nosso corpo também será glorioso, ‘incorruptível’ como escreve o apóstolo Paulo. [...] Por isso creio na ressurreição da carne mas não basta, eu e vocês precisamos ser testemunhas da ressurreição, com gestos tão pequenos mas testemunhas da ressurreição quando nós promovemos a vida, ressurreição é vida nova”.
Dom Orlando também convidou os fiéis a redescobrirem o domingo como dia do Ressuscitado:
“Qual é o dia do ressuscitado? Todos os domingos. […] Em cada comunhão eu e vocês estamos ressuscitando, agora, não vai ser só lá na ressurreição final, já começa agora, nós somos transformados pelo ressuscitado pela Eucaristia, é grande esse mistério e amor”.
Ao recordar as aparições de Jesus, sintetizou os frutos da Páscoa:
“Sepulcro vazio, Jesus se manifestando e Jesus nas suas aparições pediu três coisas: primeiro, ele nos deu consolação. […] Mas o Ressuscitado traz grandes alegrias. […] Por fim, a missão, vos precederei na Galileia, tudo recomeça, disse as mulheres ‘ide anunciar’, os 11 partiram em missão porque o Ressuscitado os mandou, ‘ide fazei discípulos meus todos os povos’. Então na Páscoa, Jesus Ressuscitado traz consolação, alegria e missão”.
Com essas palavras, o arcebispo conduziu a assembleia a professar a fé na Ressurreição como fundamento da vida cristã e missão da Igreja. Após a homilia, foi proclamada a Ladainha de Todos os Santos.
Na sequência, teve início a Liturgia Batismal. Os fiéis renovaram as promessas do Batismo, reafirmando a renúncia ao pecado e a profissão de fé. Houve também a bênção da água, que foi aspergida sobre o povo. O rito recorda a vida nova em Cristo, iniciada no Batismo.
A celebração seguiu com a Liturgia Eucarística, retomada após ter sido omitida na Sexta-feira Santa. Na Eucaristia, os fiéis participaram do memorial da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
A Vigília Pascal encerrou o Sábado Santo no Santuário Nacional, reunindo milhares de devotos na celebração central da fé: a Ressurreição do Senhor.
Veja as fotos da celebração:
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Assista como foi a Vigília Pascal:
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