Na noite desta Quinta-Feira Santa (02), o Santuário Nacional acolheu fiéis que vieram à Casa da Mãe Aparecida participar da Santa Missa da Ceia do Senhor, também conhecida como Missa de Lava-Pés.
A celebração que marca o início do Tríduo Pascal aconteceu às 20h, no Altar Central, foi presidida pelo Administrador Apostólico de Aparecida, Dom Orlando Brandes e concelebrada pelos demais sacerdotes presentes.
Dom Orlando iniciou sua homilia, saudando os fiéis que vieram ao Santuário Nacional participar deste momento tão importante para nossa fé católica, e que compreendem esse amor de Deus por cada um de nós.
“Eu estou aqui, Jesus, tocado pelo amor da Eucaristia, amor exagerado, amor excessivo, amor que só com os joelhos a gente entende.”
Na noite de hoje, a Igreja celebra a Instituição da Eucaristia, lembrando a última Ceia do Senhor, um momento de comunhão, que somos convidados a vivenciar em toda Eucaristia.
“A Eucaristia é uma experiência. O cristianismo não começa com ideias, nem com uma grande ética, mas com a experiência. E existe experiência maior do que comungar o corpo do ressuscitado? Existe maravilha maior do que bebermos do seu sangue? Existe maravilha maior do que estarmos ressuscitando em cada comunhão, em cada Eucaristia?”
Dom Orlando lembra que nesta noite também celebramos o Mandamento do Amor e a Instituição do Sacerdócio:
“Deixemo-nos tocar por essa celebração. É o lava-pés o mandamento do amor, a instituição do sacerdócio, a ceia, a mística da mesa. A Eucaristia começou com uma mesa, juntos em refeição, e juntos em confraternização. E se a humanidade não sentar à mesa, as guerras não se acabarão.”
Dando continuidade à sua reflexão, o Administrador Apostólico ressaltou que essa celebração pede a nossa comunhão e exortou:
“Cessem as brigas, cessem as discórdias, cessem a vingança, cessem o barulho das armas, cessem a polarização que tanto divide. Essa Missa é do abraço fraterno, dos que participam da mesa da comunhão. A comunhão Eucarística pede a nossa comunhão, nossa fraternidade, como lava-pés também.”
É missão de todo cristão católico ter Jesus como exemplo, suas ações e principalmente sua humanidade. Dom Orlando continuou sua reflexão explicando que a vida de Jesus foi um lava-pés.
“Toda a vida de Jesus foi um lava-pés e toda Eucaristia é sempre, antes de tudo, esse lava-pés do amor fraterno buscando comunhão. Então, diante de tudo isso, só podemos rezar: fica conosco, Senhor, fica com os doentes, com as famílias, especialmente com as crianças, fica, Senhor, conosco nas nossas provações, nos nossos medos, nas nossas trevas.”
Ele ainda citou São João Paulo II, que dizia que “o lava-pés é a melhor explicação da Eucaristia”, destacando que “só com os joelhos entendemos essa celebração”, e nos deu exemplos do que o lava-pés significa em nossas vidas diariamente:
“Se lavarmos os pés, nós vamos caminhar até as casas e até aos que não têm moradia. Por quê? Porque Jesus está morando no nosso coração, somos hóstias vivas, sacrifício agradável a Deus. Nós somos a Missa, minha vida é minha Missa, minha Missa é minha vida. E toda a vida de Jesus foi um lava-pés.”
Nesta celebração, Dom Orlando lava os pés de algumas pessoas simbolizando o gesto de Jesus na última ceia, quando lavou os pés de seus discípulos. Neste ano, além de 6 colaboradores do Santuário Nacional, 3 colaboradores da Casa do Pequeno, o bispo também lavou os pés de três pessoas que ainda têm a rua como o seu lar.
“Obrigado a vocês que aceitaram ser representantes dos apóstolos no lava-pés.”


















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