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Dom Orlando: “ser santo é a gente ser melhor do que é”

Arcebispo Emérito de Aparecida presidiu a Santa Missa das 8h, neste Dia de todos os Santos.

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Escrito por Laís Silva

01 NOV 2026 - 09H59

Santuário Nacional / Reprodução

Neste domingo, 1º de novembro, a Igreja Católica celebra a Solenidade de Todos os Santos. No Santuário Nacional, a Santa Missa das 8h, no Altar Central, foi presidida pelo Arcebispo emérito de Aparecida, Dom Orlando Brandes, que refletiu sobre o caminho da santificação e que ela é possível para todos.

A celebração foi concelebrada por Dom Argemiro C.M.F., bispo da Diocese de Assis (SP), e pelos demais sacerdotes presentes ao redor do altar.

Ao iniciar sua reflexão, Dom Orlando saudou os padres presentes, agradecendo pelo “sim” para a vocação e reafirmou que os sacerdotes “ajudam o povo na santificação”.

A primeira leitura deste domingo, nos apresentou uma prática de santificação: “Receber o sangue do Cordeiro, que nos dá as vestes brancas do batismo. Então vejam, o Cordeiro, o sangue de Jesus, é a grande Graça da nossa santificação.”

Dom Orlando recordou aos fiéis que todos que comungam recebem o sangue do cordeiro, “cada Missa nos santifica, os sete sacramentos nos santificam”.

E, ao falar dos sacramentos, ele continuou a reflexão, destacando que a segunda leitura nos mostra que a santidade de cada cristão começa no batismo.

“Somos filhos e filhas de Deus, purificados do pecado original. Se a gente tiver a força e a graça de viver o batismo, eu sou filho de Deus muito amado, eu sou filha de Deus muito amada, estamos no caminho certo da santidade e um dia faremos parte da grande comunhão gloriosa dos santos no céu, que intercedem por nós, pela nossa santificação.”

Ao falar sobre o Evangelho de hoje, o arcebispo emérito afirma que o caminho de santificação é um caminho de felicidade, pois a santidade é a vontade de Deus para cada um de nós.

“Vamos então, irmãos e irmãs, buscando a santidade pela Palavra de Deus, que é a Palavra Santa, mas principalmente seguindo e vivendo as bem-aventuranças. A santidade é a vontade de Deus, a vontade de Deus é a vossa santificação, nos escreveu São Paulo”.

Ele ainda recordou aos fiéis que São Paulo nem sempre foi um homem santo que percorria o caminho de santidade, e este é um exemplo no qual podemos nos inspirar.

“Ah, eu sou muito pecador, isso aí não é argumento não, porque você e eu, grandes pecadores, podemos nos tornar grandes santos. A Igreja está cheia de grandes pecadores, que se tornaram talvez os maiores santos da nossa fé católica.”

Os santos são exemplos para nossa fé

Dom Orlando explicou que, no dia a dia, pedimos a intercessão dos santos para alcançar graças, mas é preciso olhar para os santos como verdadeiros exemplos de perseverança, para fortalecer nossa fé e buscar a santidade.

“As santas e os santos são exemplos para nós, não é só pedir: meu santo me ajude, porque tem a intercessão; mas eu devo pedir para esse mesmo santo, de quem eu sou devoto, que eu seja santo também, que eu seja santa também, e ser santo é a gente ser melhor do que é; se formos melhores do que somos, estamos no caminho da santidade.”

O arcebispo emérito ainda lembrou as palavras do saudoso Papa Francisco, sobre o caminho para a santidade.

“Papa Francisco nos dizia: a mais bela face da Igreja é a santidade, e se eu e você nos santificamos, a Igreja vai se tornar mais bela, e atraente. Não vamos criticar A e B, vamos nós seguir esse caminho da santidade, e a Igreja brilhará com o rosto mais belo, que é a Igreja santa.”

Ele ainda reforçou que podemos ser santos nas atividades do dia a dia; é preciso buscar a santidade.

“A CNBB, em um grande documento, nos ensinou como é que os leigos e leigas são santos: no altar do fogão, do pano de chão, da vassoura, do trator, do bisturi, hoje até do computador, são altares onde a gente se santifica. Vamos levar essa memória da santificação, que está tão pertinho de nós. Santa Teresa de Jesus diz: 'Deus está nas panelas', olha que maravilha a santidade, tão pertinho de nós, a única tristeza que eu tenho e vocês têm é de não ser santo.”

Ele ainda lembrou as palavras de São João Paulo II sobre os santos da atualidade:

"São João Paulo II falou e escreveu sobre santos jovens que vestem calça jeans. Olha que interessante essa santidade do jovem. Santos, com calça jeans, calçam tênis, passeiam com os amigos, vão a um bom cinema, namoram com pureza, comem hot dog e pizza, são internautas, vão ao teatro, dançam corretamente, estão no esporte, na música. Olha, tantos lugares de santidade para nossa juventude e para todos nós.”

Podemos então lembrar de São Carlo Acutis, cuja memória celebramos recentemente. Um santo jovem, que usava calça jeans, tênis e suas ferramentas de evangelização eram seu computador e a internet.

Ao finalizar sua reflexão, Dom Orlando exortou:

“Alegremo-nos, pois, irmãos e irmãs, porque os santos estão no mundo, passam por essa tribulação da primeira leitura, mas esperam a glória e a participação na vida de Deus. Estão no mundo, mas não são mundanos; os santos nos apontam o caminho de um mundo novo, o mundo santificado. Jesus veio para santificar o mundo também.”

Veja como foi a celebração:


add_circle Por que a Igreja tem um dia para celebrar todos os santos?

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