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Romaria da Pastoral da Saúde reúne fiéis na Casa da Mãe

Escrito por Letícia Dias

21 FEV 2026 - 10H57 (Atualizada em 21 FEV 2026 - 11H17)

José Eduardo Castro/A12

Na manhã deste sábado (21), a Pastoral da Saúde do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou sua 21ª Romaria à Casa da Mãe Aparecida. A celebração eucarística foi presidida por Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, que na homilia destacou o sentido do tempo quaresmal.

“Não é tempo de tristeza. É tempo de aprofundamento. Tempo de mudança na nossa vida, no nosso caminho, na nossa mentalidade.”

A Santa Missa, animada pelo Pe. José Ulysses da Silva, C.Ss.R., reuniu sacerdotes, seminaristas, agentes da Pastoral da Saúde e peregrinos no Santuário Nacional. No início da reflexão, o arcebispo recordou que a Quaresma é tempo de conversão, convidando os fiéis a pedirem as luzes do Espírito Santo.

Ao meditar sobre o Evangelho de Lucas 5,27-32, Dom Orlando mencionou a conversão de Levi (São Mateus) e ressaltou o olhar misericordioso de Jesus para com os pecadores.

“Vamos pedir essa graça, então, de olhar nos olhos de Jesus e ter essa graça da mudança de vida. Levi ficou tão feliz com essa nova vida que Jesus lhe deu, que fez um banquete para celebrar exatamente a misericórdia”, pontuou.

O arcebispo explicou que Cristo veio para os doentes e lembrou que a enfermidade não é apenas física, mas também espiritual e psicológica.

“Os doentes precisam de médicos. Não é só um mal-estar físico, mas também espiritual e psicológico. O pecado é uma doença, o pecado é uma ferida. E a nossa saúde espiritual é a graça de Deus”, afirmou.

José Eduardo Castro/ A12 José Eduardo Castro/ A12

Dirigindo-se de modo especial aos agentes presentes, Dom Orlando definiu a Pastoral da Saúde como expressão concreta do cuidado da Igreja com a vida e agradeceu o trabalho realizado nas casas e hospitais.

“A Pastoral da Saúde é um grande remédio. A Pastoral da Saúde vai às casas, vai aos hospitais e vai levar o remédio da sua presença, o grande remédio do afeto, do carinho, do respeito e do cuidado pelos doentes.

O arcebispo também ressaltou que, além da competência, o cuidado com os enfermos exige proximidade e humanidade.

“O aperto de mão do médico, o sorriso do médico, o cuidado do médico, o afeto do médico talvez cure mais do que os seus remédios.”

Na homilia, Dom Orlando convidou também os doentes a unirem seus sofrimentos à missão da Igreja: Oferecei vossos sofrimentos e dores para a conversão dos pecadores e pela santificação da Igreja.”

Ao concluir, o arcebispo reforçou que a vivência quaresmal, por meio do jejum, da oração e da caridade, conduz à verdadeira saúde integral. “Mais pertinho de Deus, mais pertinho de nossos irmãos. Esse é o resumo da Quaresma”, finalizou.

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Confira fotos da celebração eucarística

Veja a Santa Missa na íntegra



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