O Santuário Nacional celebrou o Dia de Finados, nesta segunda-feira (2), com uma Santa Missa às 9h, no Altar Central. A celebração foi presidida por Dom Mário Antonio, arcebispo de Aparecida, com a presença de outros padres concelebrantes.
A celebração reuniu fiéis e devotos em um momento de oração e homenagem aos entes queridos que já partiram, relembrando à luz da fé cristã e da esperança na vida eterna.
Durante a Santa Missa, a liturgia convidou os fiéis a refletirem sobre o sentido da morte e a promessa da ressurreição em Jesus Cristo, que oferece a todos a esperança de uma vida que não termina.
Em sua homilia, Dom Mário Antonio destacou o mistério pascal de Cristo como fundamento da esperança cristã diante da morte. Segundo o arcebispo, a celebração convida os fiéis a compreenderem a própria existência à luz da paixão, morte e ressurreição de Jesus.
“Estamos aqui para vivenciar a realidade maior da vida cristã, o mistério pascal de Cristo”, afirmou.
O arcebispo ressaltou que o momento é dedicado à oração pelos familiares, amigos e conhecidos que partiram, mas também por aqueles que não são lembrados, como as vítimas de guerras, injustiças e violência.
“A salvação de Cristo é para não deixar ninguém para trás. Alguém disse que o túmulo das pessoas boas é o coração dos vivos. Não simplesmente porque morreram, mas porque nos deixaram bons exemplos”, refletiu.
Em outro momento, dom Mário também reconheceu a dor da perda e o processo de luto vivido por muitas famílias, especialmente por aqueles que se despediram recentemente de seus familiares queridos.
Segundo ele, a oração e a participação na celebração ajudam a enfrentar esse momento, sem ignorar o sofrimento causado pela separação.
“Que a oração e que a celebração de hoje nos ajude a superar o luto, sem ignorar humanamente o que a morte nos causa, a dor de nos separarmos de quem amamos, de quem faz parte da nossa vida”, afirmou.
A morte não tem a última palavra
Prosseguindo com o momento da homilia, o arcebispo explicou que, caminhando na luz da fé, a morte não representa o fim da existência, mas a transformação da vida.
“A nossa vida não é tirada pela morte. A nossa vida é transformada”, afirmou.
Ele também ressaltou que a dor e as lágrimas fazem parte do processo de luto, mas podem ganhar um novo sentido na esperança da vitória de Cristo sobre a morte.
Ao refletir sobre o Evangelho, Dom Mário chamou a atenção para a parábola que convida os cristãos a permanecerem vigilantes, com as lâmpadas acesas, cultivando diariamente a fé recebida no batismo.
“Não basta receber uma lâmpada acesa, o que já recebemos no batismo, é preciso manter acesa”, mencionou.
Para o arcebispo, viver iluminado por Cristo significa estar atento às escolhas, às atitudes e ao caminho que cada pessoa percorre.
A proteção de Nossa Senhora na caminhada da vida
Caminhando para o final da homilia, Dom Mário Antonio destacou ainda a importância da devoção a Nossa Senhora, recordando o trecho da oração da Ave-Maria: “Agora e na hora de nossa morte”.
Para ele, a súplica expressa a confiança dos fiéis no amparo materno de Maria durante toda a caminhada e, especialmente, no momento da morte.
"Para que possamos não apenas nascer para morrer, passar pela morte para a ressurreição. Não nascemos para morrer, mas nascemos, passamos para a morte para ressuscitar. E isso confiamos na misericórdia de Deus, que a ressurreição aos nossos fiéis defuntos aconteça, nos méritos de Cristo", completou.
O arcebispo também relacionou essa confiança à experiência dos romeiros que visitam o Santuário Nacional, relembrando de reconhecerem a importância de se preparar para o encontro definitivo com Deus.
"E ser romeiro e romeira, é também ter consciência de estarmos aqui na casa da Mãe Aparecida, nos preparando para a hora da nossa morte. Que Nossa Senhora da Boa Morte, como invocamos, nos ilumine no dia a dia da nossa vida", disse.
Oração e memória pelos que partiram
Ao concluir a homilia, Dom Mário Antonio convidou os fiéis a fazerem memória de todos os falecidos, inclusive daqueles que são esquecidos e não recebem homenagens ou orações.
O arcebispo lembrou o costume de visitar igrejas e cemitérios nesta data, dedicando momentos de oração junto aos túmulos dos entes queridos. Para os romeiros que estavam no Santuário Nacional, também indicou a Capela da Ressurreição como um espaço de recolhimento e oração.
"O exercício costumeiro nosso é de visitar a igreja, de visitar os cemitérios e lá rezar junto aos túmulos de nossos conhecidos ou junto ao cruzeiro. Se hoje alguém não tiver a oportunidade de visitar um cemitério, porque estamos aqui em Romaria, se tiver um tempinho, visite a Capela da Ressurreição", afirmou.
Dessa maneira, a celebração do Dia de Finados reforçou o convite à oração pelos que partiram, à gratidão pela vida daqueles que deixaram boas lembranças e à esperança cristã na ressurreição.
Assista a celebração completa abaixo:
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