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Imaculada Conceição

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IMACULADA CONCEIÇÃO NA CONGREGAÇÃO REDENTORISTA  
        

O culto da Imaculada Conceição se inscreve na espiritualidade da Congregação do Santíssimo Redentor. Os redentoristas veneram a Virgem Maria, sob o título de Imaculada Conceição.        

A Imaculada Conceição é a padroeira legitimamente constituída da Congregação (Estatutos Gerais, 05). Esse culto é herança de Santo Afonso e dos primeiros redentoristas. 

PADROEIRA DA CONGREGAÇÃO 

A Imaculada Conceição foi proclamada padroeira da Congregação desde seus inícios. No Capítulo Geral de 1749, realizado em Ciorani, os participantes declararam na 5ª. sessão: “Padroeira principal da Congregação seja Maria Santíssima sob o título de Imaculada Conceição, em segundo São José, depois São Miguel Arcanjo, os apóstolos São Pedro e São Paulo, São João Evangelista, São Felipe Nery, Santa Maria Madalena e Santa Teresa”.

O capítulo geral de 1793 reafirmou o padroado da Imaculada Conceição. As regras latinas, que foram editadas em 1849, afirmavam: “A principal padroeira da Nossa Congregação é a Bem-Aventurada Virgem Maria sob o título de Imaculada Conceição. O dia de sua festa será celebrado pelos confrades com maior piedade e maior esplendor possível”.Os redentoristas cultivavam amor e piedade para com a Virgem Maria, sob o título da Imaculada Conceição. Eles conservam em seus quartos a imagem da Imaculada Conceição.A devoção mariana era parte do cotidiano dos redentoristas. Havia leitura dos louvores da Virgem Maria no jantar. Em sua honra, eles praticavam jejum aos sábados e nas vigílias de suas festas.Os redentoristas recitavam o terço todos os dias. O rosário ficava pendendo do cinto do hábito religioso. Em todos os dias, faziam a visita a Nossa Senhora, preferentemente unida à visita ao Santíssimo Sacramento. Antes de qualquer ação ou ao soar do relógio, os redentoristas rezavam uma Ave-Maria. Invocam a Virgem Maria nas tentações contra a pureza e a perseverança. 

VOTO DA IMACULADA CONCEIÇÃO          

Nos primeiros tempos da Congregação, os estudantes formados em teologia eram obrigados a fazer o voto de defender a Imaculada Conceição. O Capítulo Geral de 1749 prescrevia: “Depois do curso de teologia todo o confrade devia fazer o voto de defender a doutrina da Imaculada Conceição”.        

O voto da Imaculada Conceição continuou a ser praticado no século XIX. As regras latinas de 1849 são bem taxativas: “Os que se destinam ao sacerdócio, terminado o tempo de estudos, farão o voto de defender a doutrina da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria”.        

Os estudantes redentoristas recebiam boa formação mariana. Nos seminários eram levados a praticar o culto da Virgem Maria. Paulatinamente, criavam um amor profundo pela Mãe de Deus. MENSAGEM MARIANA Em toda a sua tradição, a Congregação sempre se preocupou em transmitir uma mensagem mariana aos fiéis. Os redentoristas impregnavam a espiritualidade dos cristãos com o culto da Virgem Maria, sob o título de Imaculada Conceição.

Desde os inícios da Congregação, as regras prescreviam que nas missões não se devia jamais omitir a pregação sobre o patrocínio de Nossa Senhora. É costume antigo o redentorista sempre terminar sua pregação referindo-se à Virgem Maria.As regras lembravam que “gratos prestarão homenagem em todos os exercícios à Bem-Aventurada Virgem Maria, que depois de Jesus Cristo, é a padroeira principal de nosso santo Instituto que de modo peculiar nasceu e permaneceu sob o seu patrocínio. Sempre se lembrarão da Virgem Maria, implorando seu auxílio e levando os fiéis a fazerem o mesmo. Inculcarão sua devoção porque depois de Jesus por seus méritos depende dela nossa salvação. Quando pregam terão ao lado uma imagem de Maria com lâmpadas acessas. Antes do grande sermão, recita-se o terço e a jaculatória: ‘Louvados seja o Santíssimo Sacramento e Maria Imaculada’”.A Imaculada Conceição sempre fez parte da vida e apostolado dos redentoristas. Depois do Capítulo Geral de 1764, a festa da Imaculada Conceição foi sempre celebrada com grande piedade e solenidade.

Para preparar a festa, havia tríduos, novena ou oitava de preces e pregações.A mensagem mariana sempre foi elemento importante e imprescindível da ação redentorista. Os missionários sempre fizeram suas reflexões sobre o patrocínio da Mãe de Jesus, quer por pregações orais, quer por escritos. Há vários livros marianos com gênero homilético. Januário Sarnelli escreveu “As Grandezas da Divina Mãe” em 1739. Francisco de Paola compôs seu livro “As Grandezas de Maria” em 1809.Mesmo quando a Congregação se expandiu para outros países transalpinos, os redentoristas não deixaram de pregar sobre Nossa Senhora. Pe. Hosp e outros missionários se distinguiam no culto à Imaculada Conceição.Tendo em vista que boa parte dos países transalpinos tinha a presença forte do protestantismo, o privilégio da Imaculada Conceição era bastante questionado. Havia muitos pregadores e escritores redentoristas que se dedicavam a esclarecer bem o tema, como é o caso do cardeal redentorista V. Dechamps. Os autores propunham o mistério da Imaculada Conceição de modo simples, popular e convincente, insistindo sobre suas aplicações práticas. 

TESTEMUNHO DA COPIOSA REDENÇÃO 

O sentido profundo da escolha que os redentoristas fazem da Imaculada Conceição como padroeira da Congregação é que ela é testemunha por excelência da copiosa redenção. Os missionários experimentam e anunciam o mistério da redenção abundante no mundo. Contemplam na Imaculada Conceição a concretização e a imagem maravilhosa da redenção copiosa.A presença da Virgem Maria na obra da redenção não é um capricho devocional, mas é uma exigência. Na obra da redenção Nossa Senhora, com todos os dons, privilégios e riquezas, é acolhida e apresentada como aquela que intercede e faz medição redentora. A copiosa redenção é o amor do pai que é dado a todos os homens por Jesus Cristo e alimentado pelo Espírito Santo. Maria foi a primeira a receber a abundância desta graça. Ela é privilegiada na Imaculada Conceição não só porque foi liberta do pecado, mas, principalmente, porque foi a primeira agraciada pela redenção abundante. Ela é a garantia e esperança do povo de Deus. Como Deus agiu em Maria gratuitamente, assim fará com os homens.