Instituída pelo Papa Inocêncio XI para comemorar a vitória sobre os turcos na Batalha de Viena (1683), a memória do santíssimo nome de Maria celebrada no dia 12 de setembro faz eco à festa de seu nascimento (08 de setembro) e é um alegre ressoar do anúncio messiânico da salvação, já que Maria nos trouxe Jesus. O anjo Gabriel lhe havia dito: “o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus” (Lc 1,35b), por isso, ao falarmos da santidade de Maria, estamos falando do maior acontecimento da humanidade: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória” (Jo 1,14). A glória do nome de Maria é a glória de Deus manifestada na vida de uma menina chamada Miriam.
Ainda que o nome hebraico Miriam possa ter diferentes significados (estrela do mar, gota do mar, esperança, excelsa), para a tradição bíblica o nome sempre traz consigo uma missão. Antes do anjo Gabriel dizer “Não temas, Maria, pois encontrastes graça diante de Deus” (Lc 1,30), ele a saudou como a Kecharitomene, ou seja, como a “cheia de graça” (Cf. Lc 1,28). O que Maria encontrou diante de Deus (graça) é o nome pelo qual ela foi chamada: a Cheia de Graça! Tem razão São Luís Maria Grignion de Montfort em dizer que “Deus reuniu todas as águas e chamou-as mar e reuniu todas as graças e chamou-as Maria” (TVD 23), por isso tantas graças são alcançadas quando o nome de Maria é invocado.

Em cada Ave-Maria rezada, invoca-se duas vezes o nome de Maria: na primeira recordamos as palavras do anjo Gabriel e na segunda repetimos com toda a Igreja: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós...”. Entre as duas pronúncias do nome de Maria está o nome de Jesus no centro da oração e essa conexão é tão forte que pronunciar o santíssimo nome de Maria significa, de certa forma, invocar também o poderosíssimo nome de Jesus. Nome de mãe é sagrado. Se isso vale para as relações cotidianas da vida, quanto mais para a relação filial de Jesus com sua mãe. Talvez por isso, o evangelista João tenha omitido o nome de Maria no relato das bodas de Caná (Jo 2,1-12), pois para ele bastava dizer que “a mãe de Jesus” estava lá (Cf. Jo 2,1). Para quem ama Nossa Senhora, uma palavra basta: Mãe! Temos uma mãe no Céu que olha por nós e o nome da virgem é Maria (Cf. Lc 1,27).
Vinicius Paiva
Mestre em Teologia e Associado da Academia Marial de Aparecida.
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