Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna, C.Ss.R. Em Artigos Atualizada em 07 JUN 2018 - 09H49

Patrono da Academia Marial de Aparecida

anchieta_e_a_virgem_maria No dia 09 de junho o calendário litúrgico da Igreja Católica celebra São José de Anchieta. Santo canonizado por Decreto do Papa Francisco em 03 de abril do ano passado, pondo fim a séculos de investigação, pesquisa, estudos da sua vida por peritos e historiadores. A canonização foi pedida ao Papa Francisco por dom Raymundo Damasceno Assis, cardeal-arcebispo de Aparecida então presidente da CNBB, a Conferência nacional dos bispos. Em abril de 2013 reunidos no Santuário Nacional para a sua 52ª Assembleia anual, o episcopado brasileiro apresentara aquela petição ao santo padre. O “placet” oficial do Papa Francisco veio através de mais um gesto da já sua propalada simplicidade. Sem os procedimentos protocolares de praxe, o papa telefonou para Dom Raymundo. E fixou o dia 02 de abril de 2014 para exarar e publicar o Decreto papal. De fato nesse dia todas as igrejas do Brasil tocaram os sinos em júbilo uníssono de alegria, gratidão e comunhão eclesial. Mas, por uma razão superior o decreto só foi assinado no dia seguinte.

A vida religiosa, a história pátria, a expectativa do episcopado e do nosso povo aguardavam há séculos o pronunciamento pontifício, antes impedido seja por mudanças nas leis canônicas, seja pela perseguição e expulsão dos padres jesuítas de Portugal e suas Colônias. Após séculos a Providência Divina levou o povo brasileiro a venerar o chamado apóstolo do Brasil: São José de Anchieta rogai por nós! Ele já fora declarado bem-aventurado pelo então papa João Paulo II, pouco antes de sua primeira visita ao País em julho de 1980. O mesmo papa havia concedido a Anchieta o título de “patrono da Academia Marial de Aparecida”. Desse modo, o apóstolo do Brasil está ligado ao Santuário de Aparecida para todo o sempre.

 

Sobressai nela o amor e a devoção a Maria

Ainda noviço da Companhia de Jesus, ele aportara na Bahia em 1553. Até sua morte em 1597 decorreram 44 anos. Nesse tempo quando a Terra de Santa Cruz descoberta em 1500 já se transformara no Brasil-Colônia, o incansável missionário, catequista, literato, artesão, humanista percorrera o País da Bahia a São Paulo a serviço das “missões jesuíticas”. Feitos, andanças, iniciativas e criatividade do humilde e talentoso Pe. Anchieta preenchem volumosa historiografia. Sobressai nela o amor e a devoção a Maria que, exaltando o título de Imaculada Conceição, inspiraram o apostolado e a espiritualidade desse poeta mariano, o primeiro em terras americanas. Testemunho perene é o famoso poema em honra da Santíssima Virgem elaborado em versos latinos enquanto ele era refém voluntário dos índios Tamoios em Iperoig (Ubatuba-1563). A Academia Marial, espaço qualificado de evangelização mariana, instituição talvez única no Brasil em seu modelo e vigência de 30 anos, invoca seu patrono no céu. Com ele os associados agradecem a Deus e louvam a Virgem bendita.

 

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