Palavra do Associado

355 anos de devoção à padroeira da cidade de São Paulo: Viva Nossa Senhora da Penha de França!

Escrito por Academia Marial

08 SET 2022 - 14H42 (Atualizada em 09 SET 2022 - 13H42)

Chegamos, finalmente, a setembro, mês da Palavra de Deus! Neste mês, também bendizemos à Senhora da Penha por ocasião da Festa da Padroeira da cidade de São Paulo no dia 8. São 355 anos de devoção à Mãe da Penha na capital paulista! Trata-se de uma festa antiquíssima, quase sempre celebrada em 8 de setembro, dia da Natividade de Maria, que chegou a ser a maior festa religiosa da cidade de São Paulo nos séculos passados.

A devoção a Nossa Senhora da Penha de França teve início na Espanha no ano de 1434. Chegada ao Brasil ainda no século XVI por intermédio dos colonizadores portugueses, essa invocação espalhou-se por vários lugares do país.

A história da Virgem da Penha na cidade de São Paulo começa em 1667, com a chegada de sua imagem milagrosa. A tradição conta que um viajante francês, a caminho do Rio de Janeiro, pernoitou numa colina onde hoje é o bairro da Penha da França, precisamente o Santuário (Igreja Velha da Penha) – à época, uma região de passagem e paragem de viajantes. Trazia consigo a imagem barroca que hoje se encontra no nicho central da Basílica. Seguindo viagem no dia seguinte, notou, já distante do local de seu pouso, que a imagem não estava mais consigo. Saindo à sua procura, encontrou-a no lugar onde passara a noite. O fato se repetiu mais vezes, e o homem devoto entendeu que a Mãe de Deus desejava fazer morada naquele lugar. Ergueu-lhe, então, uma ermida, que deu lugar, mais tarde, à Igreja velha da Penha, em torno da qual desenvolveu-se o bairro.

O Padre Jacinto Nunes de Siqueira, considerado historicamente o fundador do bairro, foi agraciado pela Senhora da Penha com o livramento de um afogamento no Ribeirão Aricanduva.

Mais tarde, em 1685, o Bispo do Rio de Janeiro, que pretendia transferir a imagem de Nossa Senhora definitivamente para o centro de São Paulo, não levou a termo seu projeto porque as portas da Igreja da Penha, no dia previsto para a remoção da escultura, milagrosamente abriram-se sozinhas, mesmo estando trancadas – evidenciando que Nossa Senhora não queria que sua imagem fosse retirada de lá.

No século XVII, muitos outros milagres aconteceram fazendo com que a imagem ficasse muito conhecida em toda a Província de São Paulo. Romeiros vinham de todos os lados para oferecer seus ex-votos e agradecer as graças alcançadas naquela igreja localizada num outeiro periférico, distante cerca de dez quilômetros do centro.

O povoado foi elevado a Freguesia (Paróquia) em 15 de setembro de 1796 por determinação da Rainha de Portugal.

Nos séculos XVIII e XIX, durante as epidemias de varíola e as secas que se abatiam sobre a cidade, a Câmara Municipal solicitava, em nome da população paulistana, junto à autoridade eclesiástica, que a imagem milagrosa de Nossa Senhora da Penha fosse transladada de seu Santuário da Penha até a Catedral da Sé para que o povo rezasse pelo fim das calamidades. Como Nossa Senhora nunca desamparou seus filhos no desespero, pondo fim àquelas penúrias, a população aclamou-a Padroeira da cidade de São Paulo.

De 1905 a 1967, os padres redentoristas estiveram à frente da Paróquia e deram início, em 1957, à construção da nova e monumental Igreja da Penha. Essa igreja foi agraciada com o título de Basílica em 1985 pelo Papa João Paulo II que, com sua bula, reconheceu Nossa Senhora da Penha como Padroeira da cidade de São Paulo.Leia MaisNossa Senhora da Penha – “Das Alegrias à Virgem da Penha”É Setembro! Viva a Senhora da Penha! Viva a Padroeira de São Paulo!

As Festas da Padroeira sempre foram marcantes na vida da cidade de São Paulo. Prova disso é que chegou a existir um ramal ferroviário que ia até próximo da Igreja da Penha (“Ramal dos Romeiros”), atendendo a grande demanda de devotos que iam e vinham de lá. Também as atuais e importantes avenidas Rangel Pestana e Celso Garcia, conhecidas antigamente como Caminho de Nossa Senhora da Penha, serviam como local de fluxo de romeiros ou para passagem da imagem da Padroeira quando de suas transladações à Sé.

Viva Maria, Senhora da Penha de França, Rainha e Padroeira da cidade de São Paulo, que nos educa na fé, na esperança e no amor, ensinando-nos a superar toda injustiça, desigualdade e exclusão nestes tempos difíceis. O penhasco sobre o qual se encontra, isto é, a Colina Santa da Penha, recorda-nos que, do alto, Ela vela e olha sem cessar por nós, com amor maternal, e toma-nos nos braços, colocando-nos junto do Menino que carrega em seu colo.

Leonardo Caetano de Almeida
Associado da Academia Marial de Aparecida

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