Por Carmen Novoa Silva Em Palavra do Associado Atualizada em 06 JAN 2020 - 10H31

Dia de Reis

Dia 6 de janeiro de cada ano dá-se o encerramento das festividades natalinas. É o Dia de Reis. Dos reis magos. Esses mesmos que o evangelista Mateus 2,1 fala: “No tempo do rei Herodes chegaram do Oriente a Jerusalém uns magos...” Estes ficaram notabilizados pelo surgimento da estrela (já constante nas profecias de Isaías) que os conduziria a um rei que nasceria em Belém e ao qual levaram presentes: Ouro, incenso e mirra.

Shutterstock/Por Thoom
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Por isso, em alguns países europeus como
Portugal e Espanha as crianças recebem seus presentes do Natal de Jesus somente no dia 6, quando é feriado e as ruas ficam cheias de crianças com seus pais desde o dia cinco. Neste dia ocorre a “Cavalgada dos reis”. Nas cidades, executam-se desfiles em carros alegóricos e num deles vão os três reis que do alto atiram guloseimas para as crianças. É uma comemoração glamurosa e transmitida pelas televisões com início às 18h e término perto da meia-noite.

Simbologia dos presentes do Menino Deus:

Ouro - Sua realeza.

Incenso - Sua divindade.

Mirra - (erva amarga, cuja resina era destinada ao embalsamar dos corpos) uma situação premonitória a indicar o Seu caminho de sofrimento culminado na morte por crucifixão.

No Brasil, país com miscigenação racial e cultural faz-se em muitos estados a chamada “FOLIA DE REIS”. Um grupo com músicas sacras todos vestidos a caráter levam o MENINO de casa em casa para abençoá-la. Essa “FOLIA” é de origem lusitana e sofre influência afro que induzem algo das crenças, no chamado sincretismo religioso.

Na gastronomia, o tradicional “bolo de Reis” possui o crédito dos portugueses que enxergavam o doce como presente de Reis às crianças. Tudo isso em homenagem ao Menino que mudou o calendário para A.C (Antes de Cristo) e D.C (Depois de Cristo) porque sobre a manjedoura uma estrela brilhou e pousou... Mas eram dias do rei Herodes, a cronologia que aponta o evangelista. E Herodes queria matá-lo. Foi quando surgiu o Anjo do Menino orientando os reis magos a não retornarem a Herodes contando onde encontraram o presépio.

Já haviam realizado sua tarefa em plenitude. Ser os primeiros a “viver a loucura evangélica a aceitar como lógico por se em marcha seguindo uma estrela e ajoelhar-se ante um Deus que aceitou um cocho por trono”.

Diz uma antiga lenda medieval que junto com os três reis magos, Belchior, Gaspar e Baltazar, ia um menino que depositou aos pés do berço de palha uma caixinha de música. Essa criança representava todos aqueles de boa vontade. Dom natural da humanidade. Levar consigo a incumbência de ser cântico para os seus, para os momentos marcantes. Penso eu, que devíamos sempre carregar em nosso coraçãonossa caixinha de música – uma sinfonia. Um “Exultat” para as horas mais Altas.

Penso eu, que na atualidade recrudescem nos corações – caixinhas de Pandora – de onde saem todos os males. E um dos mais aviltantes é a intolerância religiosa. O Ecumenismo do papa João XXIII ensinou: aceitar a todos como irmãos e respeitar suas crenças.

*Carmen Novoa Silva é Teóloga e membro da Academia Amazonense de Letras




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