Santa Paulina nasceu na Itália, cresceu em Santa Catarina, viveu sua missão entre os pobres e doentes e se tornou a primeira santa do Brasil. Sua história já foi contada em muitos detalhes pelo A12, desde a fidelidade que marcou sua vida até a força de sua devoção em Nova Trento, Santa Catarina.
Mesmo assim, sua história ainda guarda detalhes curiosos que ajudam os devotos a conhecer melhor a mulher simples, imigrante, corajosa e profundamente confiante em Deus.
Neste dia 9 de julho, memória de Santa Paulina, conheça curiosidades sobre a santa, seu Santuário e sua ligação especial com Aparecida.
Uma das histórias mais bonitas sobre a infância de Santa Paulina está ligada à Eucaristia. O relato preservado pelo Santuário Santa Paulina conta que Amábile, seu nome de batismo, tinha muita dificuldade para aprender a ler.
Orientada pelos pais e pela professora, ela pediu a Jesus essa graça no dia de sua Primeira Comunhão. Mesmo sem saber ler, levou consigo um pequeno livro de Santo Afonso, chamado "Máximas eternas". Depois de receber a Eucaristia, abriu o livro e conseguiu ler.
O episódio é apresentado como uma graça recebida e revela um traço que acompanharia toda a vida da santa: a confiança em Deus, mesmo diante das próprias limitações.
A obra de Santa Paulina começou em 12 de julho de 1890, quando Amábile e Virgínia Rosa Nicolodi acolheram Angela Viviani, uma mulher gravemente doente, em um pequeno casebre.
Aquele gesto simples deu origem à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Hoje, o local faz parte dos ambientes de visitação do Santuário e preserva a memória do início da missão. Em uma placa, a frase resume a importância daquele lugar: “Aqui morreu a cancerosa e nasceu a Congregação!”.
O Santuário Santa Paulina não se resume ao templo principal. O complexo reúne mais de 30 pontos de visitação, entre espaços de oração, memória, natureza e convivência.
Entre eles estão o Cenário Vivo da Vida de Santa Paulina, a Capela das Irmãs, a Colina Madre Paulina, o Calvário, a Capela Nossa Senhora da Paz, a Capela Nossa Senhora de Lourdes e locais ligados à antiga casa paterna de Amábile.
A arquitetura do Santuário também comunica uma mensagem de fé. A história do templo recorda que o projeto remete a duas mãos em prece e também à imagem de uma tenda.
A inspiração combina com a missão do lugar: acolher peregrinos, devotos e famílias que chegam a Nova Trento para rezar, agradecer e pedir a intercessão de Santa Paulina.
No templo principal, o altar guarda uma relíquia do osso da mão de Santa Paulina, colocada no coração do Cordeiro. A Capela Santa Paulina também conserva a relíquia do osso de seu braço, trasladada do antigo santuário para o atual no dia da dedicação.
Outro detalhe chama a atenção junto à figura do Cordeiro, à frente do altar. Ali há uma urna onde, todos os anos, são colocados os pedidos dos peregrinos e devotos.
Quem chega a Nova Trento encontra um espaço de fé integrado à natureza. O complexo reúne áreas verdes, flores, trilhas, cachoeiras, pássaros e espaços de oração ao ar livre.
Essa característica faz do local uma opção de turismo religioso para famílias e grupos que desejam unir espiritualidade, descanso e contato com a criação.
Os devotos que gostam de realizar peregrinações podem percorrer o Caminho Amabilíssimo, uma rota de 63 km entre os municípios de Camboriú e Nova Trento.
O trajeto passa por áreas rurais de Camboriú, Tijucas, Canelinha e Nova Trento. A rota recorda passagens feitas por Santa Paulina em vida e segue por trechos de Mata Atlântica, com pontos de apoio, descanso e sinalização.
Nova Trento guarda a memória principal da vida de Santa Paulina no Brasil, mas o primeiro milagre reconhecido por sua intercessão aconteceu em Imbituba, também em Santa Catarina.
O caso envolveu Eluíza Rosa de Souza, curada após uma grave hemorragia. O processo abriu caminho para a beatificação de Madre Paulina, realizada por São João Paulo II em 1991. O A12 já contou a história do monumento dedicado à santa na terra de seu primeiro milagre e também noticiou o monumento dedicado à santa na terra de seu primeiro milagre.
Lar Nossa Senhora Aparecida
A ligação de Santa Paulina com Aparecida é muito especial. Em 1923, ela fundou o Lar Nossa Senhora Aparecida, obra social mantida pelo Santuário Nacional e destinada ao acolhimento de idosas.
O Lar é administrado pelas Irmãzinhas da Imaculada Conceição, congregação fundada por Santa Paulina, e segue o modelo de cuidado proposto pela santa. O A12 já mostrou como o Lar Nossa Senhora Aparecida é modelo de cuidado e experiência caridosa.
Em 2025, o local ganhou o Espaço Santa Paulina, viabilizado pela Família dos Devotos, para ampliar as atividades sociais e recreativas das idosas assistidas.
Santa Madre Paulina visitou o Lar Nossa Senhora Aparecida e ensinou irmãs a cuidarem das idosas
Outra curiosidade ligada a Aparecida é que Santa Paulina esteve no antigo Seminário Bom Jesus, prédio histórico hoje conhecido como Pousada do Bom Jesus.
A primeira santa do Brasil passou por ali em 1923 e 1934, durante suas visitas ao asilo que deu origem ao atual Lar Nossa Senhora Aparecida. O mesmo local também recebeu São João Paulo II, Bento XVI e o Papa Francisco em diferentes momentos da história da Igreja.
Santa Paulina foi canonizada por São João Paulo II em 19 de maio de 2002, na Praça de São Pedro, durante a Solenidade de Pentecostes. Na homilia da canonização, o Papa recordou que a obra iniciada por Madre Paulina nasceu como uma casa de acolhida para doentes e desamparados.
Uma de suas frases mais conhecidas continua atual: “Nunca, jamais desanimeis, embora venham ventos contrários”.
A mensagem combina com sua própria vida. Ela enfrentou pobreza, imigração, dificuldades de saúde, incompreensões e mudanças em sua missão. Mesmo assim, permaneceu fiel, em oração e serviço.
Por isso, Santa Paulina continua sendo lembrada como uma santa da caridade concreta: aquela que transformou a fé em cuidado, acolhida e presença junto aos mais frágeis.
Nesta quinta-feira, 9 de julho, memória de Santa Paulina, o Santuário Santa Paulina, em Nova Trento (SC), celebra missas às 10h e às 15h, com Bênção da Saúde.
A 35ª Festa Litúrgica e Solene de Santa Paulina será celebrada no domingo, 12 de julho, com missas às 8h, 10h, 14h e 16h. A procissão está prevista para as 9h20, saindo da Capela Nossa Senhora de Lourdes.
A programação do mês também recorda, em 18 de julho, os 123 anos da saída de Santa Paulina de Nova Trento para São Paulo. No dia 25, haverá bênção aos motoristas; e, no dia 26, participação da Pastoral da Pessoa Idosa nas celebrações.
Fonte: Santuário Santa Paulina
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