Na Audiência Geral desta quarta-feira (18), o Papa Leão XIV aprofundou a reflexão sobre a Igreja como Povo de Deus. A catequese segue o ciclo dedicado aos textos do Concílio Vaticano II, com foco no capítulo II da constituição Lumen Gentium.
O Pontífice destacou que, pela nova e eterna Aliança, Cristo forma seus discípulos como “sacerdócio real”. Assim, todos participam de sua missão profética. Essa dignidade nasce no Batismo e permite aos fiéis adorar a Deus “em espírito e em verdade”, além de testemunhar a fé vivida na Igreja.
“O exercício do sacerdócio real manifesta-se de muitas formas, todas elas voltadas para a nossa santificação, principalmente pela participação na oferta da Eucaristia. Através da oração, do ascetismo e da caridade ativa, assistimos, assim, a uma vida renovada pela graça de Deus.”
O Papa também explicou o chamado sensus fidei, o sentido sobrenatural da fé presente em todo o povo cristão. Esse dom do Espírito Santo permite reconhecer a verdade do Evangelho e permanecer fiel à revelação ao longo da história.
Segundo o Pontífice, esse dom não atua de forma isolada, mas se manifesta na comunhão dos fiéis, unidos aos pastores. É nesse contexto que se compreende o ensinamento sobre a infalibilidade da Igreja.
“A Igreja, portanto, enquanto comunhão dos fiéis, que inclui obviamente os pastores, não pode errar na fé: o órgão dessa propriedade, fundada na unção do Espírito Santo, é o senso sobrenatural da fé de todo o povo de Deus, que se manifesta no consenso dos fiéis. Dessa unidade, que o Magistério eclesial salvaguarda, resulta que cada batizado é um sujeito ativo da evangelização, chamado a dar um testemunho coerente de Cristo, segundo o dom profético que o Senhor infunde em toda a sua Igreja.”
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Leão XIV reforçou que todos os cristãos têm papel ativo na evangelização. Cada fiel contribui conforme os dons recebidos do Espírito Santo. Esses carismas sustentam a renovação e a construção da Igreja ao longo da história.
O Papa citou ainda a importância da vida consagrada e das associações eclesiais. Para ele, essas realidades tornam visível a ação da graça e a fecundidade espiritual do Povo de Deus.
“Despertemos em nós a consciência e a gratidão por termos recebido o dom de fazer parte do povo de Deus; e também a responsabilidade que isso acarreta”.
Durante as saudações, o Pontífice voltou a pedir paz, com atenção especial ao Oriente Médio. Ele mencionou o sofrimento causado pela guerra e incentivou os cristãos a promoverem reconciliação.
"Saúdo os fiéis de língua árabe, em particular aqueles provenientes do Oriente Médio. O cristão é chamado a ser instrumento de paz, amor e reconciliação, para que a verdadeira paz possa prevalecer entre todos os povos. Que o Senhor abençoe a todos vocês e os proteja sempre de todo mal!”
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Fonte: Vatican News
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