Em 21 de abril deste ano, a Igreja recorda um ano da morte do Papa Francisco. O pontífice argentino deixou marcas profundas no Brasil e no mundo. Seu estilo simples e sua proximidade com o povo continuam presentes na memória dos fiéis.
Na abertura da 62ª Assembleia Geral da CNBB, o Cardeal Jaime Spengler pediu um instante de silêncio. O gesto recordou o impacto da morte do Papa, que levou à suspensão da assembleia no ano anterior.
“Fazemos memória desse homem que marcou a história”, afirmou. Ao recordar o pontificado, ele citou documentos centrais como Evangelli Gaudium, Laudato si’, Fratelli tutti e Querida Amazônia. Para ele, o último texto publicado por ele, Dilexit Nos, “Alguém nos amou” é “uma espécie de síntese ou de base de todos os documentos do pontificado dele”.
Os escritos de Francisco consolidaram temas que dialogam com os desafios atuais. A evangelização missionária, o cuidado com a Casa Comum, a fraternidade entre os povos e a presença da Igreja nas periferias.
Para Silvonei José, jornalista e coordenador da Rádio Vaticano e Vatican News em português, a morte de um Papa não representa recomeço na Igreja. “Não houve mudança. Existe uma continuação”, explicou. Ao citar seu sucessor, o Papa Leão XIV, ele ressalta que cada pontífice possui identidade própria. “Ele não é Francisco II”.
Ao mesmo tempo, reconhece a dor deixada pela partida de Francisco. “Ele deixou muita saudade pelo seu modo de ser latino-americano, pela maneira de encontrar as pessoas.” Segundo Silvonei, a chamada “pedagogia do encontro” marcou o pontificado. “Para ele, o outro existia”, resumiu.
A continuidade, segundo ele, está nos gestos e nas palavras do atual Papa. “É uma continuação de um Papa que deixou saudade e de um que está conquistando os nossos corações.”
O Pe. Célio Lopes, C.Ss.R., conheceu Jorge Mario Bergoglio em 2007, durante o CELAM, em Aparecida. A experiência criou laços que permaneceram após a eleição ao pontificado. “A amizade nossa nunca teve fim”, recorda. Vem conhecer essa história!
Ao analisar o impacto global de Francisco, o missionário redentorista destaca a escolha do nome. “Ficará para sempre e será lembrado tudo que ele fez.” Para o Pe. Célio, o Papa apresentou ao mundo “um Jesus humano e próximo das pessoas”.
Ele também chama atenção para o alcance ecumênico do pontificado. Francisco incentivou a unidade e o diálogo. “Ninguém é melhor que ninguém, somos todos filhos de um mesmo Deus”, afirmou.
A dimensão popular do Papa segue evidente. “Ele foi um Papa de todos”, disse o redentorista. Crianças, jovens, idosos e doentes encontraram espaço em seu discurso. A presença nas redes sociais e nas livrarias católicas mantém viva a memória de seus ensinamentos.
Um ano após sua morte, a saudade permanece. “Papa Francisco não foi esquecido e não será assim tão fácil”, afirmou Pe. Célio. Em diversas cidades, seu nome batiza espaços públicos e iniciativas pastorais.
No primeiro aniversário de sua Páscoa definitiva, a Igreja recorda um pontífice que marcou uma geração. Sua herança espiritual continua presente na vida das comunidades e no coração dos fiéis.
"Muito obrigado, querido Papa Francisco, o humano, sempre humano, Jorge Mario Bergoglio, gratidão eterna, reze por nós. O senhor sempre pedia, 'ore por mim'. Agora o Brasil e o mundo pede, reze por nós, junto de Deus. Amém.”
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