Por Santuário Nacional Em Missa Atualizada em 06 JUN 2020 - 11H35

Maria nos ensina a ter atitudes humildes e cheias de amor

Romaria Virtual da Legião de Maria recorda a importância do exemplo de Nossa Senhora

Reprodução: legiaodemaria.org
Reprodução: legiaodemaria.org

music_note "É a Virgem, a Mãe legionária.
É Maria, Rainha do Céus.
Que nos faz ser a luz missionária
Para o mundo levar até Deus!”  music_note

Foi com o refrão do hino oficial da Legião de Maria que o missionário redentorista Pe. Ulysses da Silva, C.Ss.R. iniciou sua homilia da missa das 9h, na manhã deste sábado (06).

Celebrando a eucaristia na intenção da Romaria Virtual da Legião de Maria, o sacerdote acolheu a todos os legionários e legionárias que acompanhavam a celebração pela Rede Aparecida de Comunicação.

Citando aos demais padres e religiosos que o acompanhavam na celebração, Pe. Ulysses dirigiu-se aos legionários, dizendo que estavam sendo representados, porém jamais substituídos, “porque se a comunicação é virtual, a oração é sempre muito real”.

Retomando a Palavra de Deus lembrada na Liturgia do Dia, o redentorista traçou um paralelo entre os desafios da evangelização no tempo dos primeiros cristãos, através da Carta de São Paulo a Timóteo, com os desafios que a Igreja enfrenta ainda hoje.

“São Paulo escreve a Timóteo e pede que ele continue pregando, oportuna e inoportunamente, anunciando com insistência e sem desanimar. E isso que eu gostaria que ficasse muito gravado em nosso coração: vai haver muita gente que vai corromper essa Palavra, vai haver muita gente que será ‘do contra’ a essa Palavra, mas, você, permaneça fiel”.

O sacerdote também destacou a importância de percebermos como Jesus presta atenção nos pequenos gestos de cada ser humano. “Pode ter certeza que tudo aquilo que não é notícia no mundo do som, da imagem, que não é notícia em jornais, Jesus repara. E são esses pequenos gestos de todas as ‘viúvas’, de todo mundo, de todas as pessoas simples que Jesus repara, disse ele, referindo-se à passagem da viúva que doa tudo o que tinha (cf. Mc 12,42-44).

Ele explicou que as viúvas, no tempo de Jesus, eram pessoas exploradas e Jesus acusa essa exploração. “Naquela pequena oferta - e esse é o sentido maior de Ofertório, da doação que se faz - nessa pequenininha oferta, aquela moedinha simbolizava a vida daquela viúva, a confiança que ela tinha em Deus, o sentido de dependência de Deus, salienta.

Padre Ulysses disse ainda que o sentido do ofertório é oferecer o que temos a Deus, com o coração agradecido por tudo o que Ele nos concede, gestos que revelam a autenticidade da nossa fé, dos nossos sentimentos.

Somos uma sociedade fraca em “humanologia”

“Desde o tempo de Jesus até agora, progredimos muito em ciência, progredimos em tecnologia, mas parece que não conseguimos progredir muito naquilo que eu chamaria de “humanologia”, em humanismo, em humanidade. Ainda há cobiça, ainda há “imagem pública”, ainda há exibição (até mesmo religiosa)... isso quando não há exploração".

"Esses males continuam presentes no coração humano e, vivendo agora nesse tempo de pandemia, um tempo não esperado, não desejado, mas que está nos acompanhando e vai se arrastar ainda por muitos meses (até porque não temos líderes que realmente nos ajudem a reagir em conjunto, diante de toda essa devastação que vai acontecendo), de um lado, revela a maravilha de tantas pessoas que, como aquela viúva, sabem doar a vida, sabem se entregar, sabem se dedicar, até mesmo morrendo para ajudar um enfermo, um doente, um contaminado que está passando mal. Graças a Deus existem essas ‘viúvas’”, salientou.

Ivan Simas
Ivan Simas


O que ‘conta’ para Deus

“Jesus presta atenção naquele enfermeiro, naquela enfermeira, naquele agente de saúde, naquele familiar, naquele vizinho... Ele presta atenção em cada favor; cada pequeno gesto conta para Deus. E Deus registra tudo isso, porque são as pessoas que enchem o Coração de Jesus de alegria. Ele percebe que, realmente, aqui tem um ser humano plenamente humano, diz.

E o que conta para Ele? – indagou – Em primeiro lugar, a vida. Conta o amor que eu tenho a Deus, o amor que eu tenho ao meu irmão, a minha solidariedade, a minha união com as pessoas, a partilha, o saber dividir um pouquinho (ou muito) do que temos. E em tudo isso, a vida da gente vai revelando os verdadeiros valores que contam para Deus.

:: Sagrados Corações de Jesus e Maria, escutai nossa oração!

"Nesse mês do Sagrado Coração de Jesus, olhe também para o seu coração e veja o que é que está aí dentro, o que é que faz o seu coração bater: é a ambição, é a cobiça, é a disputa, é a competição? Ou é a verdade o que faz o meu coração bater?", questionou o padre. "Às vezes, é o sofrer é o amor, é a compaixão, é a união, é tudo aquilo que realmente nos conecta em profunda comunhão com Deus".

O redentorista também lembrou quea finalidade primeira de receber a Eucaristia não é outra, senão praticar a comunhão, construir comunhão, viver a comunhão. A partir do seu coração, da fé e do amor a Jesus Cristo, a partir de um coração que é templo vivo do divino Espírito Santo, é isso que vale, é isso que conta: construir comunhão. E é para isso que a gente reza que os pés de Nossa Senhora.

Rezando a Maria, padre Ulysses pediu:

"Mãe e Senhora Nossa, abençoai todos os legionários e legionárias, e dai-nos hoje viver esse grande apelo de uma Igreja em saída, para que essa Igreja em saída, nesse tempo de pandemia, seja principalmente uma oração com a qual a gente quer cobrir o mundo inteiro, pedindo a Deus que nos livre dessa pandemia”.

:: Assista à celebração na íntegra abaixo:


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