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126ª Romaria da Arquidiocese do Rio de Janeiro reforça a união e a paz

Com cerca de 60 mil fiéis cariocas na Casa da Mãe, a 126ª Romaria do Rio à Aparecida pede em ação de graças enquanto missionários da paz e da unidade

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Escrito por Beatriz Nery

29 AGO 2026 - 11H08 (Atualizada em 29 AGO 2026 - 12H39)

Thiago Leon

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro realizou, neste sábado (29), a 126ª Peregrinação Arquidiocesana ao Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. A romaria reuniu cerca de 60 mil pessoas, entre fiéis, sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas do Rio de Janeiro na Casa da Mãe.

Com o tema “Com Maria, missionários da paz e da unidade!”, a programação teve início com a oração do Rosário na Tribuna Bento XVI. A Santa Missa “O Rio Celebra” foi presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta, O.Cist, arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro. A peregrinação também contou com procissão e Via-Sacra no Morro do Cruzeiro.

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“O Rio de Janeiro espera com muita alegria”

Em entrevista exclusiva ao A12, Dom Orani falou sobre a importância da peregrinação para a arquidiocese. Segundo o cardeal, a preparação para a Romaria envolve as paróquias e os fiéis ao longo do ano.

“Essa é uma romaria que sempre o Rio de Janeiro espera com muita alegria, que todos os anos os párocos, com suas paróquias, se preparam organizando os ônibus e animando o povo para essa romaria anual, esse ano promovendo a missão, a paz, da nossa responsabilidade.”

Dom Orani agradeceu ainda a acolhida do Santuário Nacional e destacou a continuidade da tradição da peregrinação.

Agradecemos a Deus pela acolhida aqui no Santuário Nacional e tudo que vai acontecendo bendizemos a Deus pela oportunidade de fazer algo tão antigo e tão novo e importante para a nossa caminhada até o Santuário de Aparecida.”

Dom Orani destaca a missão dos peregrinos

Durante a homilia, Dom Orani recordou as necessidades apresentadas pelos fiéis durante a peregrinação. O cardeal relacionou o momento ao episódio das Bodas de Caná, evangelho escolhido do dia (Jo 2,1-11) quando Maria apresenta a Jesus a necessidade dos convidados.

Meus irmãos e irmãs, nós trazemos sim várias necessidades, assim como ‘eles não têm mais vinho’.”

Ao falar sobre as dificuldades enfrentadas pela Igreja e pelas pessoas, o arcebispo confiou as intenções dos peregrinos à intercessão de Nossa Senhora.

“Sabemos de quantas perseguições e quantas dificuldades sofre a Igreja em todo mundo e sofremos também cada um de nós em tantas necessidades, tantas dificuldades.”

Dom Orani também destacou o sentido de colocar as necessidades diante de Deus por meio de Maria.

Nós colocamos nas mãos do Senhor essa água. Realmente Ele pediu pra encher as talhas e que nós sabemos que com a sua presença se transformarão em vinho bom e do melhor.”

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Romaria tem mais de um século de história

A tradição da Romaria da Arquidiocese do Rio de Janeiro a Aparecida começou em 16 de dezembro de 1900. A primeira peregrinação ocorreu sob a liderança de Dom Joaquim Arcoverde, então arcebispo do Rio de Janeiro.

Desde então, a peregrinação se tornou parte da caminhada da Igreja no Rio, sempre em agosto. Todos os anos, comunidades, paróquias e grupos se organizam para participar do encontro no Santuário Nacional.

Leia mais: Conheça histórias de devoção iniciadas por meio da Romaria da Arquidiocese do Rio

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Na homilia, Dom Orani recordou a trajetória da arquidiocese e destacou a história da Igreja do Rio de Janeiro. Esta peregrinação também recorda os 95 anos da proclamação de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, ocorrida em 31 de maio de 1931.

“Estamos aqui em ação de graças por essa história bonita de 450 anos da Prelazia, 350 de Diocese, 50 anos da nova Catedral Metropolitana, mais ainda 126 anos da Romaria aqui em Aparecida.”

O cardeal também apresentou a peregrinação como uma oportunidade de agradecer pelo caminho percorrido e renovar a missão evangelizadora.

Quantos passos dados e quantos trabalhos realizados em toda essa nossa história multissecular que tem levado pra frente a nossa missão diante das várias situações humanas, políticas, sociais que nós vivemos!”

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Ação social também foi destacada

Durante a celebração, Dom Orani mencionou o trabalho desenvolvido pela Arquidiocese do Rio de Janeiro no campo social.

Entre as iniciativas citadas está a atuação do Vicariato Episcopal para a Caridade Social. O cardeal também recordou a participação da Schola Cantorum do Seminário Arquidiocesano de São José e do Coral “O Canto da Rua”, que esteve presente na programação da Romaria ao fazer parte da oração do terço. O grupo é formado por homens e mulheres que vivem ou viveram em situação de rua. O coral participou da oração do terço realizada durante a manhã.

Para Dom Orani, essas ações fazem parte da missão da Igreja diante das dificuldades presentes nas grandes cidades.

Tudo isso nós damos graças a Deus e louvamos o Senhor pelos trabalhos realizados diante das várias situações, mas principalmente do ânimo renovado pela missão, pela evangelização.”

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Olhar para o futuro com esperança

A 126ª Romaria também foi apresentada como um momento de ação de graças e renovação. Dom Orani recordou as conquistas do passado e apontou para os desafios do presente e do futuro.

“Nós ao mesmo tempo agradecemos pelo passado bonito, cheio de tantas graças e tantos dons e que nesse quinquênio jubilar, nós olhamos para frente para os desafios do presente e do futuro.”

O arcebispo afirmou ainda a confiança na condução de Deus e na ação do Espírito Santo na caminhada da Igreja.

“Confiamos que o Senhor que nos conduziu até aqui irá nos conduzir também para o futuro e nós temos certeza que o Espírito Santo vai nos conduzir também para o futuro.”

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“Missionários da paz e da esperança”

O tema da Romaria esteve ligado ao chamado dos peregrinos para a missão. Ao final da celebração, Dom Orani pediu que a experiência vivida em Aparecida fosse levada para as comunidades e para o cotidiano.

“Nós pedimos que o Senhor nos dê sempre essa coragem de sermos missionários da paz e da esperança ao voltarmos para nossas casas, nossas paróquias.”

O cardeal também ressaltou a responsabilidade de levar a experiência de fé para os ambientes do dia a dia.

“Que levemos no coração a experiência de Deus aqui que iremos realizar para sermos cada um de nós missionário na família, na vizinhança.”

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Homenagem ao reitor do Santuário Nacional

Durante a Romaria, o reitor do Santuário Nacional, Padre Eduardo Catalfo, C.Ss.R., recebeu uma homenagem da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

A homenagem foi realizada em ação de graças pelos 30 anos de sua Ordenação Presbiteralcom a entrega de uma placa comemorativa.

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Outro momento de destaque ocorreu durante a celebração com o gesto de Dom Orani diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida. O cardeal depositou um buquê de flores aos pés da Padroeira do Brasil, como um gesto de oração e gratidão a Maria.

Assista a missa:


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