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Em romaria: devotos cariocas expressam sua fé

Confira o testemunho da forte devoção do povo carioca à Mãe Aparecida, durante a 126ª Peregrinação Arquidiocesana do Rio de Janeiro. Leia e se inspire!

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Escrito por Maria Luise Brey

29 AGO 2026 - 11H39 (Atualizada em 29 AGO 2026 - 13H04)

Thiago Leon

A 126ª Peregrinação Arquidiocesana ao Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, foi realizada neste sábado (29), refletindo o tema “Com Maria, missionários da paz e da unidade!”.

Com a presença do Cardeal Orani João Tempesta, O. Cist, arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro, a romaria reuniu mais de 60 mil fiéis que, em oração, agradeceram e pediram a intercessão da Mãe Aparecida.

Em entrevista exclusiva ao A12, três devotas cariocas contaram suas histórias de devoção a Nossa Senhora Aparecida. Confira e se emocione com esses testemunhos de fé!

A importância da família na construção da fé

A carioca Maria de Fátima, de 59 anos, conta que cresceu em uma família católica que sempre a influenciou na devoção a Nossa Senhora Aparecida. Seu nome, inclusive, é fruto de um pedido de intercessão para uma boa gestação após problemas de saúde de sua mãe.

“A presença de Nossa Senhora Aparecida sempre foi constante. Minha avó tinha um santuáriozinho, porque nessas casas antigas, na própria parede se construía: abria um buraquinho, um oratório, colocava a imagem, fechava com a portinha, ficava sempre uma lâmpada acesa. Então, eu cresci vendo essa imagem da Nossa Senhora Aparecida na casa da minha avó.”

Maria de Fátima expressa seu amor pela Casa da Mãe, mesmo de longe, e ao longo dos últimos 25 anos, faz questão de visitar o Santuário Nacional anualmente:

“Acompanhei a construção do Hotel Rainha do Brasil, sempre que vou, fico hospedada nos hotéis da rede. No Rainha dos Apóstolos, no Rainha do Brasil, na Pousada do Bom Jesus. Gosto demais da forma como vocês cuidam de tudo.”

Participante da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, Maria de Fátima conta que desde sua criação, em 2006, a comunidade se une em peregrinação para o Santuário Nacional.

Como devota, ela sente que visitar a Casa da Mãe é como entrar no paraíso e estar no próprio coração da Mãe. Para ela, são dias de retiro espiritual que renovam a fé para voltar para casa cheia da Graça de Deus, após passar pela Confissão, orações e Santa Missa.

Em sua última visita ao Santuário, Maria de Fátima teve a oportunidade de servir como Ministra da Eucaristia:

Eu fiquei tão feliz em poder servir na casa da Mãe, servir na Eucaristia. Para mim foi um dos maiores sonhos, realizações, na verdade, porque nunca na minha vida eu sonhava que eu fosse um dia fosse servir dentro da Basílica de Nossa Senhora Aparecida.”

Maria de Fátima conta como a participação nas romarias do Rio de Janeiro é um momento de pertencimento a Igreja Católica:

“Quando a gente vai em romaria, então, o sentimento é ainda mais forte, porque a gente vai como Igreja. Nós saímos daqui da nossa casa e nos deslocamos rumo à casa de Nossa Senhora. E é muito bom a gente estar junto com toda a nossa comunidade no Santuário. O momento da missa é o ápice [...] junto ao nosso bispo, aos outros bispos, todos os padres, a gente se sente totalmente inserido dentro da Igreja.”

Maria de Fátima relata que sua devoção a Nossa Senhora vem desde seus avós, que passaram a devoção para sua mãe e depois a ela.

Nossa Senhora Aparecida é tudo para mim, ela é minha mãe, ela que me abraça e cuida de mim. [...] Eu só tenho muito o que agradecer [...] Nossa Senhora sempre esteve presente na minha vida em todas as minhas decisões, em todas as minhas tomadas de decisões importantes. E ela sempre me mostrou. Eu sempre percebi, senti a presença dela nos momentos de decisões importantes. Então, isso me aproxima cada vez mais dela, porque ela me traz o grande Salvador, que é Jesus.”

Participante da Família dos Devotos, ela agradece todo o cuidado com a Casa da Mãe e com os devotos, e celebra com alegria o Livro da Jornada Bíblica, que constará seu nome e de sua mãe junto com o de todos os outros devotos que ajudaram e continuam ajudando a obra de evangelização do revestimento das fachadas do Santuário e a Jornada Bíblica.

Comunidade unida em oração

Devota desde criança, Lúcia conta que sua primeira visita ao Santuário foi aos 15 anos, em 1967. Naquela época, as obras ainda não estavam concluídas, e ela recorda com carinho a evolução da Casa da Mãe desde então.

A devoção é o meu alimento de cada dia, e a certeza de que todo bem que recebo de Nosso Senhor Jesus Cristo tem a intercessão da Nossa Mãe.”

Membra da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, Lúcia participa há 25 anos da Romaria da Arquidiocese do Rio de Janeiro e comenta sobre esse momento de fé:

O sentimento é de um momento com a família da Igreja, meus irmãos de cada dia, em um dia especial de visitar a casa da nossa Mãe, com muita fé e alegria.

Lúcia explica que, antes da partida do Rio, toda a sua comunidade se reúne na paróquia para rezar e entregar a proteção da viagem. Além disso, todo o ônibus se une para a reza do terço durante o percurso e, ao final, ainda fazem uma pequena confraternização com a troca de presentes. Ela comenta que é “realmente um retiro de fé e oração”.

O acolhimento da Casa da Mãe

Para Andrea, que nasceu em uma família católica, a devoção a Nossa Senhora se deu desde muito cedo. O carinho pela Mãe Aparecida foi por conta da proximidade com o Rio de Janeiro e por “sentir que ela fala minha língua, entende minha cultura e meu povo simples e humilde”.

Presente em várias edições da Peregrinação Arquidiocesana do Rio de Janeiro, Andrea conta que todo o cansaço físico da viagem é compensado com a paz do espírito renovado na fé.

"Minha primeira motivação para participar sempre é dar testemunho público da minha fé e da minha pertença ao povo de Deus, e minha obediência à santa Mãe Igreja na pessoa do meu pastor direto, Arcebispo Dom Orani, e meu pároco. É maravilhoso e reconfortante perceber que não estou sozinha na luta pelo Reino, que não só eu sou amada, mas faço parte de um povo que também acredita e é amado por Deus e pela Mãe!”


Ela também relata que ao longo de seis anos, veio para a Casa da Mãe durante suas férias com sua mãe, que era cadeirante, e aguardava o ano todo por essa viagem.

“Era um planejamento intenso, economizava o ano todo, preparava a logística, alugava carro grande para levar cadeira de rodas, suprimentos, fraldas, medicações, e ainda duas cuidadoras para me ajudar. Minha mãezinha passava o ano aguardando essa semana! [...] Rezávamos, participávamos da Missa diária, curtíamos todas as facilidades do hotel Rainha dos Apóstolos, era realmente uma vivência de fé e alegria, nos sentíamos realmente na Casa da Mãe! E, quando voltávamos para casa, mamãe perguntava logo: “Quando serão nossas próximas férias?”. Experiências maravilhosas!”


Após a peregrinação, fortalecidas na fé, as três devotas se sentem preparadas para transmitir essa devoção e tradição para as futuras gerações.

Convite especial para os cariocas

O arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, O. Cist, convida todos os cariocas à próxima Romaria Arquidiocesana, em 2027:

Convidamos a todos que estão em casa, que possam vir, para que no próximo ano continuemos unidos, de perto e de longe, mas todos participando aqui em Aparecida. Que Deus abençoe a todos.”

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