A 125ª Romaria da Arquidiocese do Rio de Janeiro ao Santuário Nacional reuniu milhares de fiéis neste sábado (30) com o desejo de renovar e reanimar cada fiel carioca por meio das bênçãos da Mãe Aparecida.
O início da peregrinação foi marcado pela Oração do Terço, rezada com participação do cardeal arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, dos bispos auxiliares e representantes de diferentes vocações. Fiéis de diversas paróquias e comunidades da cidade se reuniram na Tribuna Bento XVI para meditar os mistérios diante da Imagem de Nossa Senhora Aparecida.
Acompanhe esse lindo momento, que a presença angelical do Coralzinho Vozes da Misericórdia, do Santuário Divina Misericórdia, da Vila Valqueire, bairro do Rio de Janeiro:
Após o Terço, a programação seguiu com a Santa Missa, às 9h, no Altar Central. O Coral dos Seminaristas da Arquidiocese do Rio de Janeiro animou a liturgia com cânticos que reforçaram o clima de unidade e esperança. Sacerdotes, diáconos, religiosos, seminaristas e o povo de Deus se reuniram ao redor do altar, dando testemunho da fé viva da Igreja do Rio de Janeiro.
Esta celebração contou com momentos solenes que valem sua atenção. No Altar, foi recuperado um presente que o Santuário recebeu na primeira Romaria da cidade fluminense em 1900: um cálice histórico trazido por Dom Joaquim Arcoverde. Ele esteve guardado no Museu Nossa Senhora Aparecida e usado novamente 125 anos depois.
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Ao final da Missa, um gesto simbólico marcou a presença carioca em Aparecida. Celebrando o jubileu de prata, outro presente foi dado pela Arquidiocese do Rio de Janeiro ao Santuário Nacional. Desta vez, uma rosa foi ofertada à Mãe Aparecida, como sinal de gratidão.
“Queremos agora oferecer um sinal a este Santuário que é uma rosa, que é costume levar também a Nossa Senhora. Fazemos essa memória e pedimos também ao Senhor, nesse Ano de Jubileu, que nós possamos sempre mais viver intensamente essa renovação e perfumar e florir a vida do nosso povo”, disse Dom Orani.
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Durante a homilia, o cardeal arcebispo destacou a tradição que une a capital fluminense ao Santuário Nacional. Ele recordou a primeira romaria conduzida por Dom Arcoverde, em 1900, quando 400 fiéis viajaram de trem até Aparecida. Hoje, mais de 20 mil peregrinos seguem os passos dessa devoção.
“É muito bom estar aqui, nós que viemos do Rio de Janeiro nesta tradição tão antiga e tão nova, bendigamos a Deus por essa oportunidade”.
É um período de festa para a Arquidiocese do Rio de Janeiro, que celebra 450 anos de Prelazia e caminha para os 350 anos de diocese. Desde os primeiros tempos da evangelização, o Rio esteve ligado à devoção a Nossa Senhora Aparecida.
Dom Orani recordou que foi um bispo carioca que autorizou a construção da primeira capela na cidade em honra a Mãe Aparecida, em após o encontro da imagem no Rio Paraíba. Além disso, a coroação de Nossa Senhora como Rainha do Brasil aconteceu no Rio.
O cardeal arcebispo ressaltou que essa ligação é também uma missão. Em um ano marcado pelo Jubileu da Esperança, ele convidou os fiéis a reavivarem a fé e assumirem com coragem a vocação de evangelizar.
“Temos uma tradição umbilical com esse Santuário e com essa devoção brasileira. É justamente essa responsabilidade, que vem do início da evangelização daquelas terras cariocas, que respinga também em nós, enquanto Igreja. Assim, recebemos vocações, ao mesmo tempo missões e trabalhos, e temos a grande missão também de poder partilhar”.
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Por fim, Dom Orani concluiu pedindo que Maria, Mãe Missionária, ajude cada peregrino a voltar para casa fortalecido na esperança, na fraternidade e na missão de ser Igreja viva no mundo.
Assista à celebração:
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