Por Academia Marial Em Artigos Atualizada em 12 SET 2019 - 13H23

Abordagem histórica da vida de Maria



A vida da jovem Maria de Nazaré, não foi marcada por grandes acontecimentos. Não foram achados registros sobre o cotidiano de sua vida. Pelos documentos de fé, os textos bíblicos apresentam alguns aspectos fundamentais da vida de Maria como mulher, mãe, esposa e virgem.

É importante situar Maria no seu contexto, ela pertence a um povo particular, o povo judeu. Ela deve ser considerada primeiramente como mulher, e como tal não tinha um lugar excepcional na vida social ou religiosa de seu povo. Seu nome Maria (Miriam) de Nazaré era um nome muito comum, inclusive como de outras mulheres do Evangelho. Leia MaisMaria, mulher judia e mediterrânea

Conforme Santo Agostinho: “Não conhecemos qual era o rosto da Virgem Maria”, porém a cada época, cada povo tem sua imagem de Maria. As poucas provas bíblicas a respeito da humanidade de Maria sobressaltam muito mais sua participação como Mulher e Mãe de Jesus, na condição de esposa e virgem, que participou verdadeiramente dos pobres de Israel.

A Carta de São Paulo aos Gálatas, escrita provavelmente entre o ano 55 e o ano 57 d.C., traz um conteúdo teológico muito profundo: “Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, enviou Deus o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei [...]” (Gl 4,4). Ele faz referência à humanidade de Jesus Cristo, “nascido de uma mulher”, ou seja, para que a humanidade recebesse a condição de filhos. E, nascido sob a Lei para libertar os que estavam sob a Lei. Maria participa da encarnação do Jesus de Nazaré, Aquele que veio para que todos tenham vida.

Nos Evangelhos encontramos uma Maria apenas mencionada em Marcos e uma Maria silenciosa em Mateus, mas é no Evangelho de Lucas que chegamos a uma Maria ativa, comprometida, que colabora com Deus no plano divino de salvação.

Em sua voz teológica, Maria clamou pelos pobres de Deus, os “anawins”. No Magnificat, Maria ecoa em sua vida e em seu coração a alegria do encontro com o Senhor, porque Deus olhou para a humildade do seu povo.

Depois de dois mil anos, Maria é lembrada na Igreja como “a mulher forte que conheceu de perto a pobreza e o sofrimento, o exílio e a fome” (MC, n. 37) e também como a Mãe dos aflitos, a Mãe da esperança e de tantos outros nomes, porque pelo respeito e devoção dedicada a Ela, o povo de Deus reconhece a sua humanidade e a sua intercessão por ter sido fiel discípula missionária no seguimento a Jesus, e pela fé cremos que foi assumida de corpo e alma na glória de Deus.

Celia Soares de Sousa
Mestra em Teologia na área de concentração Dogmática pela PUC-SP, pós-graduanda em Mariologia pela Faculdade Dehoniana em colaboração com a Academia Marial de Aparecida

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