Uma mudança importante foi anunciada no Vaticano. O Papa Leão XIV publicou um motu proprio que altera uma regra da Lei Fundamental do Estado da Cidade do Vaticano.
A norma antiga dizia que somente cardeais podiam ocupar a presidência da Pontifícia Comissão do Estado da Cidade do Vaticano. Agora, com a nova decisão, o cargo também pode ser assumido por outras pessoas, incluindo leigos e leigas.
Motu proprio é um documento escrito por iniciativa direta do Papa. Ele tem força de lei e serve para atualizar normas da Igreja ou do Estado do Vaticano. Em geral, é usado quando o Pontífice deseja agilizar uma decisão importante.
O texto publicado revoga o antigo artigo 8, que limitava a presidência aos cardeais. O novo artigo afirma que a Comissão pode ser formada por cardeais e outros membros, e que o presidente pode estar entre esses membros não cardeais. Com isso, abre-se a possibilidade de que leigos, leigas e religiosos sejam escolhidos.
Essa atualização confirma uma decisão já desejada pelo Papa Francisco. Desde março deste ano, a Ir. Raffaella Petrini ocupa a presidência da Pontifícia Comissão e do Governatorato. Pela primeira vez na história, ela é a primeira mulher a assumir essa função, que reúne responsabilidades legislativas e administrativas dentro do Estado da Cidade do Vaticano.
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Segundo o Papa Leão XIV, o Governatorato tem uma missão própria dentro do Vaticano. Ele presta serviço direto ao sucessor de Pedro. Essa função exige organização, clareza e colaboração. Para o Papa, a governança atual se tornou mais complexa e precisa de novas soluções. Por isso, a abertura para incluir leigos e leigas no cargo de presidente.
O Pontífice recorda também um princípio defendido pelo Papa Francisco na constituição Praedicate Evangelium: a corresponsabilidade. Todos os que servem na administração da Igreja são chamados a colaborar de forma unida, respeitando suas funções e caminhando em comunhão.
O documento foi assinado em 19 de novembro e publicado em 21 de novembro. Ele passou a valer no mesmo dia da publicação. A mudança reforça o caminho de renovação e participação que a Igreja tem seguido nos últimos anos.
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Fonte: Vatican News
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