Por Elisangela Cavalheiro Em Redentoristas

Irmão Bento Hiebl, artista sacro da Congregação Redentorista


No dia 05 de novembro, a Congregação Redentorista recorda a data de morte do Irmão Bento Hiebl, ou Joseph Hiebl. Ele viveu no Brasil os últimos anos de sua vida, dedicando-se à arte sacra, especialmente nas pinturas e esculturas. 

O religioso morou durante quinze anos em Aparecida/SP (de 1897 a 1912), e deixou um patrimônio histórico e pastoral de grande valor. Suas obras encontram-se distribuídas em igrejas, conventos, capelas, colégios e até mesmo residências particulares, em diversos estados brasileiros.

O Irmão José Mauro Maciel, Missionário Redentorista e que é um dos historiadores da província, recorda a história desse alemão que aceitou sair da sua terra natal para assumir o desafio da missão no Brasil. 

"Irmão Bento foi um bávaro que nasceu em Edling, próximo a Munique, na Alemanha. Filho de um produtor agropecuário e uma comerciante. Quando adolescente, ingressou na Escola Profissional de Wasserburgo, onde estudou música, desenho e pintura. Depois de uma Missão Redentorista, em sua terra natal, tornou-se um católico convicto e começou a participar das Associações Católicas. Em 1858, ingressou na Congregação Redentorista com a intenção de ser irmão religioso, e nela recebeu formação para a Vida Consagrada, onde também teve apoio e estímulo para se esmerar na sua profissão artística", conta Irmão Maciel. 

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Obras do Irmão Bento que foram expostas no Santuário Nacional, em 2012, dedicado à sua memória.

Leia MaisHá 124 anos, pioneiros redentoristas chegavam em AparecidaIgreja dirigida por redentoristas guarda história pós-guerraComo jovem artista, trabalhou na recuperação e restauração de um antigo e grande Mosteiro, em Gars In, nos anos de 1856 e 1857. Durante os seus 50 anos de vida religiosa redentorista, dedicou-se intensamente à confecção e restauração de artes sacras. Faleceu em 05 de novembro de 1912.

Segundo o historiador, Irmão Bento deixou para a Congregação a herança de um missionário consagrado para a arte sacra. "Foram muitos anos vividos, dedicados, expressos e caracterizados nos traços artísticos de suas obras. A sua espiritualidade pessoal o ajudou nas retratações do Mistério de Cristo, de Maria Santíssima e dos santos. Por isso, até hoje suas obras facilitam o exercício da piedade e da mística cristã católica", assinala. 

O missionário deixou mais de 100 obras, que estão espalhadas na Alemanha, nas cidades de Heldenstein, Dürnberg, Vilsbiburg, Deggendorf e Gars In, e no Brasil, no Rio de Janeiro, Aparecida, São Paulo, Goiás e Sul de Minas.

No Brasil, através de suas obras, ele pôde contribuir com a cultura religiosa e as devoções típicas do povo. Suas obras retratam o perfil da história da arte sacra, no alvorecer do século XX.

Conheça algumas obras do Irmão Bento, com imagens do arquivo da Comissão para o Patrimônio Histórico da Província de São Paulo. 


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