Por Redentoristas Em Notícias Atualizada em 22 FEV 2019 - 16H44

Santas Missões chegam a cidade mineira para evangelizar afastados

Arquivo.
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Igreja Matriz da paróquia que comemora 300 anos de criação m 2024.


Catas Altas da Noruega, um pequeno município do interior de Minas Gerais, acolhe as Santas Missões Redentoristas até o mês de março. 

A única paróquia da cidade dedicada a São Gonçalo do Amarante, possui aproximadamente 4.200 habitantes e integra a Arquidiocese de Mariana. É uma região com sua história enraizada nas origens mineiras. A Igreja Matriz da paróquia remonta ao ano de 1726.

O legado religioso recebido de épocas tão remotas é hoje zelosamente guardado pelo povo catasaltense. Todavia, a renovação da vida paroquial e a promoção de um tempo forte de evangelização era uma necessidade evidente.

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O pároco local, Padre Luiz Antônio Reis Costa, e o Conselho Paroquial de Pastoral discerniram que era o momento de promover as Santas Missões Redentoristas como o meio mais eficaz de atendimento dessa demanda.

Em fevereiro, quatro missionários chegaram à cidade para visitar as comunidades e animar o desenvolvimento dos trabalhos da Segunda Fase também chamada de “Missão nas Famílias”. Estiveram presentes, padre Carlos Alberto, coordenador da missão, padre Denis Francisco, padre Luiz Almir e Irmão João Carlos. Antes, toda a comunidade já havia passado pela organização das comunidades e dos setores missionários.

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Segundo, padre Carlos Alberto, a Igreja deve buscar evangelizar com misericórdia para atingir todo o Povo de Deus. “A direção fundamental que toda Igreja deve buscar, e não é diferente para nós missionários atuando nas Santas Missões, é uma evangelização que vá ao encontro daqueles que estão mais abandonados, feridos nessa sociedade em que vivemos. Como diz o Papa Francisco, ‘aquilo de que a Igreja mais precisa hoje é a capacidade de curar as feridas e de aquecer o coração dos fiéis’, pensando a Igreja como se fosse um ‘hospital de campanha’ depois de uma batalha”, reforça o missionário.

Promover a vida dos que estão à margem, significa restaurar a dignidade de filhos de Deus. “Essa é a postura de uma Igreja que age com misericórdia, promovendo a vida dos que estão à margem, fazendo com que a tenham em abundância. Uma postura como essa é o que buscamos implementar em nosso trabalho missionário, aquecendo o coração das lideranças para buscar uma postura misericordiosa em relação àqueles mais afastados e feridos em sua paróquia”, acrescenta padre Carlos.

Com a presença dos missionários, houve um encontro de formação que reuniu 170 lideranças, que irão realizar o acompanhamento nos setores missionários. Ao final do encontro, aconteceu o envio missionário dessas lideranças. A Segunda Fase segue até 21 de março, e neste tempo, com a presença da Irmã Missionária Maria Stela, e com a colaboração do Pároco, as famílias de toda a paróquia serão convidadas a vivenciar um momento de oração com a presença dos “Andorzinhos com a Imagem de Nossa Senhora e a Bíblia”. A Terceira Fase, com a presença de vários missionários, ocorre de 22 de março a 07 de abril.

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A paróquia mineira é uma das primeiras do ano a receber as Santas Missões e a menor de todas, em termos de população. Nessa realidade, padre Carlos enfatiza as expressões de religiosidade mais comuns. “As expressões da religiosidade mais populares presentes nas missões estão ligadas às bênçãos, como também às procissões. O povo a ser evangelizado na Paróquia São Gonçalo do Amarante é simples, que encontra o jeito de rezar por este viés religioso. Quando se fala de benção e procissão do padroeiro, se toca no mais íntimo do religioso desse povo. Em Catas Altas da Noruega, sendo uma cidade muito antiga que data do século XVIII, com as características do barroco, isso não é diferente”, explica.


Presença Redentorista

Os Missionários Redentoristas marcam presença na história de Catas Altas da Noruega há mais de 120 anos. Já em 1898, vindos de Juiz de Fora, pregaram um novenário na Matriz. Em 1922 aconteceram as primeiras Santas Missões completas que se repetiram em 1940 e 1958. “Neste ano de 2019 temos a oportunidade de novamente vivenciar esse tempo de graça, dele esperamos uma profunda renovação da vida paroquial. É com grande satisfação que as comunidades acolhem os missionários, acolhendo a proposta de “Unidos em Cristo, com Maria, viver e crescer em Comunidade”, celebra o missionário.

História da cidade

No início do século XVIII os bandeirantes chegaram em busca do ouro e o encontraram sob a forma de pepitas, espalhadas pelas margens dos rios após a passagem das grandes chuvas. O trabalho era simplesmente catá-las em meio ao cascalho. As “Catas” eram os locais onde, dessa forma rudimentar, o ouro era recolhido, catado com as próprias mãos. Como era uma região montanhosa, acrescentou-se o adjetivo “altas”. O “Noruega” não se relaciona diretamente com o longínquo país nórdico, mas é palavra oriunda do português arcaico e designava as terras altas e frias, cobertas frequentemente por nevoeiros.


Fonte: Colaboração: Padre Carlos Alberto e Padre Luiz Antonio.

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