Quarto Superior Provincial da Província Galo-Helvética (1851-1855) e Reitor-Mor da Congregação (1855 a 1893), está hoje sepultado na cripta do Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Roma.
Nicolau Mauron nasceu em 7 de janeiro de 1818, em Saint Sylvestre, na Suíça. Pela providência divina, primeiro frequentou a escola de São Silvestre em Friburgo, que há pouco havia sido confiada aos Redentoristas.
O Venerável Pe. Passerat, Vigário Geral da Congregação, forçado pela perseguição desencadeada pela Revolução, buscou asilo na Suíça, se estabelecendo em Valsainte.
Devido aos sofrimentos e à pobreza imposta aos religiosos, foi forçado a aceitar que seus Padres desempenhassem conjuntamente as funções de cura e de professor.
Nesse contexto, o jovem Nicolau Mauron foi educado inicialmente pelos nossos padres, estudando depois no colégio jesuíta em Friburgo, mas Deus o chamava para a Congregação:
"Os Ligorinos (forma como muitas vezes os redentoristas eram chamados), disse um de seus professores, fizeram uma conquista brilhante com Mauron. Ele tem um talento eminentemente prático e certamente um dia prestará grandes serviços à sua ordem".
E o professor não estava de todo enganado!
Nicolau Mauron ingressou no noviciado aos 18 anos, sendo um daqueles jovens cujas habilidades e responsabilidades superavam a quantidade de anos vividos, tendo a alegria de ter o Padre Czech, discípulo de São Clemente, como seu Mestre de Noviciado. Sua Profissão Religiosa se deu no dia 18 de outubro de 1837.
Ordenado sacerdote em 27 de março de 1841, tornou-se professor de moral e filosofia, responsável pela educação religiosa e científica dos jovens confrades.
Em 1851, Pe. Mauron foi eleito Provincial da França, passando a ser admirado por suas ações de grande vigor e gentileza.
Um de seus principais méritos foi o de ser um inimigo ferrenho do espírito de relaxamento que grassava em seu tempo em muitas ordens religiosas e um defensor incorruptível da pobreza, simplicidade e modéstia religiosa.
Participou do Capítulo Geral de 1855, que trabalhou a plena unificação dos dois ramos da Congregação, sendo eleito Reitor-Mor, aos 37 anos, para então governar a Congregação com sabedoria e firmeza por 38 anos.
Em março de 1855, havia sido comprada a Villa Caserta, em Roma, localizada à atual Via Merulana, para ser a Casa Geral da Congregação.
De lá, Pe. Mauron governaria o instituto fundado por Santo Afonso Maria de Ligório. Foi o Papa Pio IX que definiu a vinda da sede de todos os institutos religiosos para Roma. Seu sucessor, Pe. Mathias Raus, uma vez disse sobre ele:
"Ele era um homem do tipo antigo, dotado de fé viva, cheio do espírito de Deus, permeado pelo temor do Senhor, de esperança firme, continuamente aplicado à oração e animado em suas obras pela intenção correta de agradar a Deus. Ele só ansiava pela glória e pelo amor de Jesus Cristo. Ele foi uma imagem fiel de nosso pai Santo Afonso e, como ele, um filho muito devoto de Nossa Senhora."
Entre tantos feitos, Pe. Mauron teve a grata felicidade de receber das mãos de Pio IX o precioso ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, entronizado em nossa igreja Santo Afonso, de Roma, e de lá propagar seu culto por todo o mundo.
Ele trabalhou muito para aumentar a glória de Santo Afonso, que em 23 de março de 1871 foi proclamado com o título de Doutor da Igreja, como 17º doutor da Igreja e o único do século XVIII. O Reitor-Mór muito trabalhou para reunir as casas do Reino de Nápoles com aquelas dos Estados Pontifícios.
Mauron também trabalhou muito pela beatificação de São Clemente Hofbauer, São Geraldo Majella, do Beato Gennaro Sarnelli e introdução da causa do Pe. José Armando Passerat.
Durante o Concílio Vaticano I (1869-1870), sua cela era como que a antecâmara do concílio, e os bispos mais ilustres ali se reuniam.
Uma das salas da Casa Geral foi então utilizada pela comissão de padres conciliares que trabalhou na redação do decreto de promulgação do Dogma da Infalibilidade Pontifícia.
Sob seu generalato, foram também construídas a Villa Caserta e a igreja de Sant'Alfonso. Quando Pe. Mauron foi eleito Geral, a congregação contava com aproximadamente 500 religiosos, e à sua morte já contava com mais de três mil, com a congregação se espalhando pela Espanha, América do Sul, Estados Unidos, Canadá e Austrália.
O Pe. Desurmont, Superior Provincial da França, acertadamente disse sobre ele:
"Depois de Santo Alfonso, o Pe. Mauron talvez seja, como superior, o homem mais completo que a Congregação já possuiu".
E o Papa Leão XIII:
"Aqueles que consulto geralmente me pedem tempo para refletir; Padre Mauron sempre me pede tempo para orar".
Padre Nicolau Mauron faleceu em Roma, aos 75 anos, depois de 56 anos de vida religiosa e 38 anos de generalato.
.:: A divisão da Congregação Redentorista em Províncias ::.
Fonte: Instituto Histórico Redentorista
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