Por Redentoristas Em Notícias Atualizada em 22 FEV 2019 - 11H19

Como um Redentorista arruma suas malas e parte

A vocação missionária requer que o Redentorista empenhe-se em abrir o coração, livre e largamente, onde o “projeto província” solicitar seu trabalho, sempre a firmar o carisma missionário de quatro em quatro anos.

Sei o quanto é importante saber formular esta singela frase: “Preciso ir!”, e o quanto interessa-nos a vida concreta de enviados ao povo de Deus, o compromisso de pertença.

Vivemos, neste início de ano, o partir e o chegar de confrades. Como é surpreendente constatar sobre o que move e sustenta um consagrado ao estilo de Santo Afonso! Esse ato de arrumar as malas e partir revela bastante o mistério da vida missionária. É bem um exercício para o caminho interior de fidelidade. É uma nova chance de ser feliz, dando certo com outra comunidade, outra ação evangelizadora.

Thiago Leon
Thiago Leon


É interessante, igualmente, observar como o coração inquieto dos que chegam sonha vastos horizontes. Lembro-me do poeta Novalis:

- Para onde vamos?
- Sempre para casa.

Assim, cada comunidade que assimila as partidas, acolhe as chegadas, redefinindo sua direção a algo maior.

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Na prática, a Comunidade Redentorista e uma Paróquia Redentorista nutrem seu espírito com as alegrias das obras realizadas pelo caminho percorrido até então. E renovam a esperança de um novo caminhar. Assim, nos ritmo das mudanças, nos vivificamos para além das saudades e das incertezas a que somos submetidos.

Viver é isso mesmo: seguir adiante, tendo consigo muitas expectativas e desejos, mesclados, por vezes, de alguns receios. Pois é: somos povo de Deus a peregrinar. Somos a “gente do caminho”, um caminho novo e vivo. Importa, pois, estar a caminho!

A doação de entregar alguns (deixar partir) e a doação de bem acolher os que chegam é atitude de autêntica fé. Quando uma Paróquia Redentorista deixa de pensar somente em si mesma, ela comunga sua pertença a um corpo maior: ser Igreja de Jesus Redentor em variados lugares.

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Felizes dos paroquianos que se aceitam como principiando novos caminhos. O espírito do principiante é como aquele “ser de criança” a que Jesus se refere: alegrar-se ao descobrir novas facetas do "ser Igreja", do "estar, como Igreja, a caminho". Feliz quem admira a misteriosa diversidade de estilos, tanto no jeito redentorista de ser, quanto nos modos de uma Paróquia se sustentar.

Partir, chegar, acolher

Entre partidas e chegadas, há sempre mais perguntas em aberto, o que é ótimo. Sendo assim, cabe a todos nós uma declaração de amor aos que partem e aos que chegam. Crer é amar e servir com todo o nosso bem-querer.

Pe. Dalton Barros de Almeida, C.Ss.R.
Província do Rio - Juiz de Fora (MG)

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