Por Pe. Inácio Medeiros, C.Ss.R. Em Redentoristas Atualizada em 23 FEV 2018 - 09H05

25 de fevereiro: Memória da aprovação das Regras e Constituições Redentoristas

25 de fevereiro de 1749
É reconhecido um lugar, e uma missão!

Santo Afonso Maria de LigórioA 25 de Fevereiro de 1749, 16 anos após a fundação do Instituto e 7 anos depois da sua primeira elaboração, foram finalmente aprovadas em Roma, as Constituições da Congregação do Santíssimo Redentor, que até então se chamava do Santíssimo Salvador.

Finalmente, Santo Afonso de Ligório e os seus companheiros (na altura, já eram cerca de 34 membros) obtiveram o reconhecimento oficial de que precisavam para desenvolver a sua missão. Este acontecimento tem em si um grande valor simbólico: a Igreja reconhece que os Redentoristas têm um lugar e uma missão relacionada à pregação do Evangelho, têm um contributo para dar, e pede-lhes que sejam fiéis ao seu Projeto de Vida.

Hoje, passados tantos anos, os redentoristas espalhados por todo o mundo procuram, no meio do seu cotidiano e com as suas limitações ser fiéis à missão e ao contributo que têm para dar ao Evangelho. Na história da Igreja já muitas famílias (congregações e institutos) que começaram e terminaram a partir do momento em que deixaram de ser fiéis ao seu Projeto de Missão – outros ainda hoje terminam, e a Igreja continua, e sobretudo, o Reino continua. E o Espírito continua “a soprar onde quer” (cf. Jo 3,8).

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Neste dia, como em muitos outros, os redentoristas reconhecem sua missão como sendo atribuída e guiada pelo Espírito: “Os Redentoristas têm na Igreja, como sua principal missão, a proclamação explícita da Palavra de Deus para a conversão fundamental” (cf. Constituição 10). E compreendo que os Redentoristas continuam e continuarão a ter um lugar e uma Missão ao serviço deste Reino – desde que renovemos sempre, como discípulos e como comunidade, a nossa fidelidade ao Espírito.

 

O acontecimento tem em si um grande valor simbólico, pois a Igreja reconhece que os Redentoristas têm um lugar e uma missão.

Na Igreja não deixam de existir aqueles “abandonados” que Afonso encontrou em Scala, todos aqueles a quem a Igreja “não pode ainda prover de meios suficientes de salvação; os que nunca ouviram o anúncio da Igreja ou, pelo menos, não o recebem como 'Evangelho'; ou, finalmente, os que são prejudicados pela divisão da Igreja” (cf. Constituição 3). É preciso ir ao encontro deles na atual realidade, sendo como nos pede o Papa Francisco: 'Uma Igreja em saída'.

Mas, sobretudo, e é este o critério mais importante, porque não deixa de acontecer o Evangelho. Não deixa de haver uma Boa-Notícia, de uma Salvação que é tão atual, porque está no próprio seio da humanidade a caminhar… Ao citar Isaías 49, 8: “No tempo favorável, ouvi-te e, no dia da salvação, vim em teu auxílio”, o apóstolo proclama com toda a força: “É este o tempo favorável, é este o dia da salvação! ” (cf. 2 Cor 6,2). Continua a ser, este, o “Ano Favorável da parte do Senhor” que proclama Jesus citando, de novo, a Isaías (cf. Lc 4,19).

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A Páscoa continuamente acontece como presença do Espírito Santo, “amor de Deus derramado nos nossos corações” (cf. Rm 5,5), “que em nós clama, Abbá, Pai! Pois se somos filhos de Deus, somos também herdeiros: herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo” (cf. Rm 8,15-17). É hoje que esta Humanidade à qual pertencemos está a nascer como Corpo, Comunhão Filial, adotados como Filhos em Jesus (cf. Ef 1,5). E é hoje que esta humanidade continua a precisar que o Espírito Santo de amor, através de todas as mediações possíveis, continue a curar, restaurar, reconciliar de todas as feridas. 

E mesmo que um dia, por absurdo ou milagre, ou simples cumprimento da história, já não existam os tais “abandonados”, não deixará de haver quem anuncie o Evangelho da Graça e do Amor. Se calhar aí sim, será plenamente anunciado. E se os Redentoristas, no meio de todos os irmãos, também anunciarem e cantarem este Evangelho como o Espírito e a Igreja lhes pediram em 1749 e lhes continuam a pedir hoje, então é porque cumprimos o nosso “encargo”: “Ai de mim se não evangelizar! ” (cf. 1Cor 9,16).

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