A Igreja Católica em todo o mundo celebra neste dia 3 de abril a Sexta-Feira da Paixão. O forte “drama de amor” da morte de Cristo no Calvário. Nesta manhã, às 9h, devotos de todo o Brasil se uniram à Mãe Aparecida em oração e recolhimento para a meditação da Via Sacra no Altar do Santuário Nacional.
Esta oração é uma oportunidade de interiorizar o sofrimento vivido por Jesus ao carregar a Cruz. A condução inicial foi feita pelo missionário redentorista, Irmão Alan Patrick Zuccherato, C.Ss.R., que comentou sobre o caminhar de Jesus na terra:
“Seu caminhar na terra foi como o caminhar de muitos irmãos e irmãs, marcado pela dor, pelas ofensas e pela cruz de cada dia. O Filho do Homem nem sempre teve onde reclinar a cabeça…”, disse.
Quem presidiu a meditação das 14 estações da Via Crucis foram os missionários redentoristas Irmão Ian Lucas Lopes, C.Ss.R., Diácono Thiago, C.Ss.R., e Pe. Guilherme Viana, C.Ss.R. Durante a celebração, o Pe. Guilherme convidou todos a fazer memória do caminho de dor de Jesus, reunidos na Casa de Maria, e a pedir em favor da dignidade humana e da paz.
1ª Estação: Jesus é preso e condenado à morte
Na primeira estação, onde meditamos na prisão de nosso Senhor por uma condenação injusta, foi pedido, em oração para que aprendêssemos a reconhecer Jesus nos sofredores e a libertação dos vãos desejos como a ganância, a incoerência e falta de compaixão.
A condução levou todos a refletir sobre as pessoas que continuam hoje a carregar tantas cruzes, e realizou-se a prece para que Cristo seja o sustento de cada um, ajudando-os a carregar a cruz de cada dia. Ainda, em oração, foi pedida a luz divina para a cura da insegurança e do abandono.
A Igreja é casa e mesa da fraternidade. Na terceira estação, os fiéis contemplaram a comunhão da Trindade Santa, que é relação de amor. O amor entre Pai, Filho e Espírito Santo cura as feridas causadas pelas quedas.
Na quarta estação, o bendito encontro de Maria com Jesus mostra o aumento dos sofrimentos, mas também da compaixão. Todos pediram a Maria a purificação do olhar para reconhecer em sua maternidade, o perfeito modelo de confiança diante da dor.
A quinta estação refletiu sobre a partilha da vida. Simão Cirineu, foi pego de surpresa e mal podia imaginar que aquela ajuda marcaria a sua vida, pois quem partilha a dor, ganha amor. O Pe. Guilherme conduziu a seguinte oração: “Senhor, fazei-nos compreender que vós continuais passando entre nós, em nossos irmãos que carregam seus fardos e que nós podemos ajudá-los.”
Neste momento, todos rezaram com o canto piedoso de Verônica, contemplando o rosto de Cristo no manto. A oração conduzida pelo Pe. Guilherme, foi para que tenhamos coragem de abrir caminhos através do que nos separa do amor de Jesus. Além disso, para que também nós enxuguemos os rostos dos irmãos e irmãs que sofrem.
Na sétima estação, a reflexão trouxe a contradição: aquele que se abaixou para lavar os pés dos discípulos por amor, sofreu uma grande humilhação e caiu mais uma vez. Nesse momento, a oração foi para que o Senhor nos ensinasse a aceitar com humildade as quedas.
“Contemplemos como algumas piedosas mulheres, vendo Jesus em tão lastimoso estado, que ia derramando sangue pelo caminho, choravam de compaixão.”
A partir dessa reflexão, os fiéis pediram, em oração, a ajuda do Senhor para reconhecerem as próprias fraquezas e limitações e a graça de vencê-las em Seu grande amor e misericórdia.
Na reflexão da nona estação, sobre a terceira queda de Jesus, destacou-se a certeza de uma esperança que, pela oração, nasce em meio às maiores dificuldades. “Seremos mais que vencedores, graças ao Seu amor”.
Ao meditar em Jesus despojado de suas vestes, que foram repartidas, a oração foi para que, diante do corpo desnudado de Cristo no Calvário, respeitemos o nosso corpo, templo vivo do Espírito Santo.
Mesmo após todo aquele sofrimento, nosso Senhor é pregado no madeiro para ser crucificado. Nesse momento, a oração foi para que a nossa vida sacrificada seja fonte de perdão de nossas faltas, de amor para os outros e de salvação para todos.
Como disse o evangelista João: “Não existe amor maior do que o daquele que dá a sua vida por seus amigos” (Jo 15,13). Cada fiel foi chamado a contemplar, em silêncio, a expiação de nosso Senhor, que, após três horas de agonia, morre na Cruz.
Nesse momento, todos contemplaram a presença de Maria, que recebeu em seus braços o Filho ferido por nossas culpas. Ela nos dá o insuperável exemplo de humildade.
O Senhor, Salvador da humanidade, não teve sequer um túmulo para ser sepultado. Ele foi sepultado no túmulo de José de Arimateia. A oração para este momento foi:
“Redentor nosso, nós cremos em Vós, nós esperamos em Vós e queremos sepultar tudo o que é mau, aquilo que fere a dignidade do nosso povo!”
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Na conclusão da Meditação da Via Sacra no Santuário Nacional, todos acolheram a entrada das bandeiras da paz com o cântico de São Francisco de Assis: “Senhor, fazei de mim um instrumento de Vossa paz, de Vosso amor.”
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