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"Aceitem ser crucificados, nunca crucificadores", exorta Dom Orlando

Santuário Nacional de Aparecida celebra a Paixão do Senhor com forte apelo ao perdão e à solidariedade com os que carregam as cruzes da atualidade.

Escrito por Luciana Gianesini

03 ABR 2026 - 16H12 (Atualizada em 03 ABR 2026 - 17H21)

Thiago Leon

O Santuário Nacional de Aparecida viveu, nesta Sexta-feira Santa (03), o ápice do silêncio e da adoração. Às 15h, a Celebração da Paixão do Senhor reuniu milhares de fiéis para recordar o sacrifício de Jesus Cristo.

A liturgia foi presidida por Dom Orlando Brandes, Administrador Apostólico, com a condução do Ir. Alan Patrick Zucheratto, C.Ss.R. e preces universais proferidas pelo Reitor do Santuário Nacional, Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R., além de contar com a presença de outros missionários redentoristas.

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O "excesso de Amor" contra a maldade

Em uma pregação fortemente catequética, Dom Orlando utilizou as palavras do biblista Carlo Maria Martini para explicar o que ocorreu no Calvário. Ele contrastou as ações humanas com a resposta divina:

"Na paixão de Jesus existe um exagero, um excesso de maldade, um excesso de sofrimento, um excesso de injustiça, um excesso de mentira... Mas, ao mesmo tempo, em Jesus há um excesso de serenidade, de humildade, de misericórdia, um excesso de fidelidade, um excesso de amor".

A Igreja ensina que a morte de Jesus não é uma derrota, mas o "ato mais poderoso do seu amor". Jesus, ao dizer "Tenho sede", não falava apenas de água, mas, como explicou o Arcebispo: "Ele tem sede da nossa salvação, da nossa santificação".

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Lições da Cruz para a vida cristã

Dom Orlando deixou orientações práticas para a vivência do Evangelho, pedindo que os cristãos mudem sua postura no mundo:

  • Não ser 'carrascos': "Vamos ser discípulos... aceitando ser crucificados, mas nunca crucificadores".
  • Ser solidários: O cristão deve ser como Simão Cirineu, "ajudando a carregar a cruz pesada de tantos irmãos e irmãs".
  • Rejeitar o julgamento: O pedido foi para que não sejamos "acusadores dos outros, julgadores, escarnecedores ou vingadores", pois na cruz Jesus perdoou a todos.

As "chagas" da sociedade atual

Fundamentando-se na doutrina social da Igreja, o arcebispo atualizou o sofrimento de Cristo nas dores do povo brasileiro e do mundo. Ele citou o narcotráfico, a corrupção e a falta de moradia como cruzes modernas.

Fez também um apelo veemente pela paz mundial:

"Guardem os drones destrutivos da humanidade inocente! Possam guardar o seu orgulho e desejo de dominação para não serem eles crucificadores de inocentes".

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A celebração seguiu com a Oração Universal, em que o reitor do Santuário Nacional, Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R., rezou por toda a Igreja, pelos governantes e pelos que sofrem. Logo após, ocorreu a Adoração da Cruz, o momento em que os fiéis contemplam o "lenho do qual pendeu a salvação do mundo".

A liturgia encerrou-se com o Rito de Comunhão. Como explicou o Ir. Alan, mesmo que a Sexta-feira da Paixão seja o único dia do Ano Litúrgico em que não se celebra a Santa Missa, Jesus quis ficar conosco na Eucaristia para nos alimentar, sendo o "Pão da Vida" que sustenta a caminhada do povo fiel.

Reveja a pregação:

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