Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna,CSsR Em Artigos

A Semana Santa com Nossa Senhora

 mary_at_the_cross

Semana Santa!  Reviver na fé o amor e a doação ao extremo de Jesus e Maria por nós.  Nela veneramos a discípula fiel e inseparável do Filho até a hora suprema do Calvário.

Quinta-feira santa.  Dia da Eucaristia, o sacramento central da Igreja. Nesse primeiro dia do tríduo pascal, o mistério e a missão da Igreja refulgem na viva luz da caridade que nos irmana no mais puro amor. No lava-pés Jesus usou o “avental do serviço”.  Reunidos na mesa que serve a todos e põe todos a serviço uns dos outros, lembramos com piedosa emoção a última ceia. Não foi necessária nenhuma referência dos evangelhos à presença de Maria na ceia pascal, pois nos anos da convivência em Nazaré ela havia conservado e repassado ao Filho as tradições da festa mais importante da Antiga Aliança. Na sua Última Ceia Jesus deu à Páscoa judaica um sentido totalmente novo: fez-se a vítima no lugar do cordeiro pascal.  É impensável que Maria não estivesse com Ele nesse início da Nova Aliança em seu sangue.  Ela é a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.

Sexta-feira santa.  O olhar da fé banhado com certa tristeza contempla o Cristo “homem das dores” triturado pelo sofrimento, supliciado na cruz até a última gota de sangue.   Sua morte deu-nos a Vida! Frente ao mistério de iniquidade que é o pecado raiz de todo o mal, cremos humildemente no mistério do perdão e da libertação que brotam do crucificado. Por suas chagas fomos curados!  Na semana santa proclamam-se as passagens do profeta Isaías sobre o justo perseguido. Os primeiros cristãos foram entendendo que esses textos proféticos já anunciavam o mistério do Cristo-Messias, imolado como vítima pura e pacífica. Na cruz Jesus disse a sua Palavra maior. E num mar de sofrimento lá estava sua mãe, Maria! Ela, primeira redimida, rezava por nós no Calvário. E como “mãe das dores” reafirmava o sim da encarnação.  Mesmo crucificado, o Filho confiou os discípulos à sua mãe: Mãe, eis aí teu filho!

Sábado Santo. Retoma-se o ritmo normal da semana civil, mas nas comunidades reverencia-se com fervor Maria, sob o título de “Senhora das dores”.  De algum modo atenta-se ao convite litúrgico para reviver na prece o luto, a solidão que Nossa Senhora viveu na terra após o enterro de seu Jesus. Mas, o sábado é de “aleluia”. A alegria pascal irrompe jubilosa na Vigília que finaliza o tríduo e liga o sábado santo com o Domingo da Ressurreição.  Os fiéis trocam votos de Feliz Páscoa graças à vida nova que o ressuscitado nos deu.  Vida da qual Maria é a mãe espiritual. Os evangelhos não precisaram falar de uma aparição do Senhor ressuscitado à sua mãe. Com certeza ela teve de modo único e especial o conhecimento e a partilha no mistério pascal de Jesus. E sua oração no Cenáculo sustentou os apóstolos que vacilantes e medrosos aguardaram a vinda do Espírito Santo.

Que ela fortaleça nossa fé!

Pe. Antonio Clayton Sant’Anna – CSsR

Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna,CSsR, em Artigos

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.