Por Eduardo Gois Em Santo Padre Atualizada em 16 SET 2019 - 21H13

7 aspectos revelam que um cisma na Igreja é pouco provável

A coletiva de imprensa concedida pelo Papa Francisco aos jornalistas, quando retornava da sua última viagem apostólica aos países da África, deu o que falar na imprensa e nas redes sociais.

A única pergunta feita ao Santo Padre fora do contexto da viagem, quase que ofuscou todo os assuntos possíveis de serem abordados naquela magnifica visita do Pontífice a Moçambique, Madagascar e Maurício. Um repórter perguntou se ele temia que católicos conservadores possam criar um cisma na Igreja: “Eu rezo para que não haja cismas, mas eu não tenho medo deles”, disse Francisco no avião.

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Diante disso, Robert Mickens, repórter do site La Croix International, levantou as seguintes questões: Um cisma está realmente no horizonte. É mesmo provável? E como isso realmente aconteceria, em termos concretos?

O Repórter, por sua vez, aborda de maneira muito clara, lúcida e contundente, que isto é muito difícil acontecer, para não dizer impossível. “A probabilidade de que isso ocorra é tão pequena quanto a de que haja uma bola de neve no inferno. E o papa sabe disso”, escreve o jornalista. Ele ainda usou os seguintes argumentos:

Santa Sé
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- O primeiro deles é que
agora não é a hora, o momento não é propício, até mesmo porque Francisco tem 83 anos, e bispos que particularmente não gostam dele ou da sua visão sabem que o seu papado pode não ser tão longo, devido à idade que já tem;

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- Mickens diz que
muitos deles, na prática, continuam sorrindo para Francisco, enquanto falam mal dele pelas costas. “Prelados que o criticam não são corajosos ou audaciosos o suficiente”;

- Outra razão pela qual um cisma é improvável é porque as pessoas que o criariam tendem a ser fortemente apegadas às instituições e às propriedades católicas, como parte da sua identidade;

- Também seria difícil, senão impossível, romper com Roma e manter suas igrejas, oratórios, escolas e outras estruturas físicas que eles também consideram essenciais para existir;

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- Existe outro aspecto importante de que
o papa jesuíta não apenas tolera a diversidade, mas a encoraja entusiasticamente: “Nas coisas necessárias, unidade; nas duvidosas, liberdade; em todas, caridade”, sempre afirma Francisco;

- Por fim, ele não fez nada, teológica ou doutrinalmente, que justifique que os seus oponentes criem outra divisão na Igreja;




- Os mais contrários a Francisco – bispos, padres e leigos –
são realmente contrários aos desenvolvimentos decorrentes do Concílio Vaticano II, ou ao menos, estão chateados porque o Papa está envolvendo novamente a comunidade católica mundial com o espírito do Vaticano II e com o projeto do Concílio para uma Igreja mais radicalmente evangélica, ou seja, mais alinhada aos valores do Evangelho.

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